terça-feira, 19 de novembro de 2013

Sem respostas

Para onde vão as almas?
Uma pergunta que não tem resposta. Por que, talvez, não há provas de algum lugar depois da morte.
De todos os meus anos de catequese, sempre me ensinaram que a morte não é o fim e sim o início da vida eterna. Como seria viver eternamente em um lugar que a gente não sabe que existe? Nós somos tão céticos, a ponto de não conseguir acreditar nas coisas mais simples ao nosso redor. Mas não é nossa culpa. Por que fomos habituados, através da ciência, a crer somente naquilo que a gente vê. Como Tomé na passagem do barco em alto mar da bíblia.
Minha fé é estranha, sinceramente, não sei no que eu acredito. Já tive duas provas de que Deus existe, mas não entendo por que essa dúvida ainda reina em mim. Talvez por que eu não conheça o que vem depois que a gente parte. Eu tenho medo da morte, medo de não ter mais nada e de tudo que eu sei sobre Deus e o paraíso, seja preto. Total escuridão.
As vezes eu me pergunto por que Deus deixa as pessoas boas morrerem, deixando as outras. Há tanta gente ruim presa, tanta gente ruim solta. Por que fazer isso com a gente?
Sei que sou um grão, perto da sabedoria do mundo e dele. Não consigo entender os planos de Deus e as vezes não me conformo. Por que ele não ilumina alguém para achar a cura das doenças mais traiçoeiras que existe? Por que todo mundo não pode morrer de velhice, ter uma vida confortável?
Como meu namorado me disse, se Adão e Eva cometeram o pecado original, por que todos pagarem por esse pecado? Somos descendentes, mas não somos as mesmas pessoas. Sei que preciso entender mais sobre Deus e preciso me aproximar mais dele. Há muito tempo que não vou a igreja e de alguma forma, o dom que ele me concedeu ainda permanece em mim. As músicas ainda me tocam profundamente, me fazem chorar como se eu estivesse perdida procurando por algo.
Estou triste, o avô do meu namorado faleceu há alguns dias. Fico imaginando em tudo que ele viveu e em tudo que ele sofreu. A mãe da minha sogra. A primeira vez que o viu, o primeiro beijo, o casamento, os filhos, anos e anos acordando ao lado daquele que ela tanto amava. Um nó no meu peito se forma e eu imagino eu e meu namorado, a morte é algo presente e ao mesmo tempo angustiante. Eu sei que não devo pensar nessas coisas, entretanto, não consigo evitar. Agora ele se foi, por que não poderia fazer cirurgia nele? Por que mudaram o tratamento dele? Por que você quis isso, meu Deus? Eu sei que há algo que eu não sei e acho que nem vou saber. Queria entender e ter respostas.
Quando olho para meu pai, posso perceber o quanto o tempo passa, seus olhos tão enrugados. Minha mãe está envelhecendo também. Eu também, rápido demais. Faltam dois anos para meu pai atingir a idade máxima para uma cirurgia... Por que Deus nos deixou com essas duas opções? Ou faz o transplante e tenta ficar bom ou continua o tratamento com a dúvida se realmente o remédio vai ficar fazendo efeito até o fim. Por que é tão incerto? Não quero ver minha chorar pelo meu pai, presenciar tudo que eu presenciei com o avô do meu namorado.
Querido, Deus... Se não podemos evitar a morte, então, Senhor, por que não nos dar o poder de consolá-la?
Não quero ver a tristeza nos olhos das pessoas, tem que ter algo que possa ser feito para isso não acontecer. Não é justo as pessoas sofrerem...


Comunidade Shalom - Abraço eterno



"Nem as torrentes, das grandes águas, conseguirão apagar esse amor. Pois suas chamas são fogo ardente, mais do que a morte, é tão forte esse amor."

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Gostou da postagem? Então comenta... :D
Agradeço...
beijos galáxicos!