segunda-feira, 31 de julho de 2017

Magrelice: A luta contra a balança

Saia da caverna e exponha seus sentimentos

Eu tinha muitos planos para esse quadro. Queria filmar meus treinos, queria mostrar minhas dietas e também compartilhar minhas experiências. Mas para falar a verdade, na real mesmo, as coisas são bem mais complexas do que eu esperava. Estar em dia com seu peso não é tarefa fácil, sendo você magrelo ou gordo.
Isso me deixa triste, estar abaixo do peso em um certo mês, malhar e comer e conseguir subir 2 kilos, para no mês seguinte voltar para a etapa 0 novamente. Muito desmotivante.
Ultimamente eu tenho estado deprimida, com a mente cheia e o coração apertado, por que é ruim não conseguir se aceitar como você é, é ruim ter que aceitar os "porques" da vida. Por que fulano é assim e você não pode ser também.
Eu detesto receber pessoas que eu não vejo há um tempo, por que elas sempre tem algo para dizer em relação a sua aparência. Isso me chateia demais e parece que elas não tem o senso, por que ficar falando?
Eu tenho medo de me pesar, tenho trauma de me olhar no espelho. Eu até evito. Não existe nada mais frustrante que você passar meses malhando e treinando duro e vê o resultado oposto do esperado. As vezes queria morar no Japão ou na Coréia. Lá eu iria viver muito bem. O padrão de beleza lá é muito diferente daqui do Brasil. As pessoas dizem coisas como "Você tem que se aceitar do jeito que você é" ou "vai melhorar" ou "é só comer mais" ou "é só fechar a boca" ou até "não fica assim, eu que queria ter o seu corpo" - Queria mesmo? Se a gente pudesse trocar duvido que a pessoa aceitaria, elas não aceitam, eu já fiz essa pergunta para muitos indivíduos que me afirmaram isso.
O que é mais irritante é o fato de que você não pode curtir as coisas legais da vida, como uma piscina por exemplo, sem pensar em como as outras pessoas vão achar de você. Parece engraçado e fácil de somente tampar os ouvidos e fingir que está tudo bem. Mas não é fácil. Não é. É difícil você pôr uma roupa de banho e não se sentir bem, confortável ou bonita o suficiente para se mostrar para Deus e o mundo em uma piscina ou praia. O nosso psicológico não nos favorece, ele não me favorece. Ainda mais que as pessoas ao nosso redor insistem em nos aborrecer com piadinhas ou comentários infames - "Tem que comer mais, tá muito magra" ou "você está mais gordinha, em? Tá na hora de fazer um exercício" e o pior de todos "Tá doente? Tá emagrecendo muito rápido" - Tem noção do que isso pode fazer com a mente de uma pessoa com pânico, feito eu?
Não me digam coisas que me deixem mais ansiosa do que já sou. Minhas crises não são brincadeiras e não são gracinhas da minha parte para chamar atenção. Eu não tenho mais idade para esse tipo de conduta.
Recentemente eu fiquei muito chateada por causa de uma amiga minha. Um certo fulano falou que ela era gorda e que o namorado dela (um dos meus melhores amigos) era muita areia para o caminhão dela. Tipo, existe um padrão de praia para a areia ser demais? Todos nós sabemos que tem mais água a que terra no nosso planeta. Então cada praia tem a quantidade de areia necessária para ser uma praia. Então ninguém é de menos e ninguém é de mais. Se a água dessa praia é límpida ou barrenta, é outra história. O que vale é o caráter e não a aparência. O físico, com esforço e muita dedicação, a gente muda, o caráter não. Ele vem de alma e raramente muda. Eu pelo menos nunca conheci ninguém que tenha mudado o seu caráter 100%.
Conclusão: Ninguém está satisfeito com seu corpo, essa é a verdade, só que, menos críticas e mais motivação. Por que críticas são 90% de pensamentos alheios em relação a você, os outros 10% são a raridade e enquanto isso, vamos subindo a escadaria da aceitação...

"Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena"
Fernando pessoa

Gostou da postagem? Estava devendo uma do quadro magrelice, eu não pretendo acabar com ele, mas espero postar mais vezes. Ele também serve para as nossas inseguranças e anseios. Se gostou, comente aqui embaixo se você passa por isso ou já viu alguém passar e não esquece de curtir a página do mundo ali ao lado ------------------>
Beijos galaxicos!

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Dorama: Hanazakari no Kimitachi e - Ikemen Paradise






Título: 花ざかりの君たちへ イケメン♂パラダイス - Hanazakari no kimitachi e: Ikemen Paradise

Ano: 2007
Diretor: Matsuda Hidetomo, Tsuzuki Junichi, Sato Genta
Tipo: J drama
Capítulos: 12

Sinopse

Esse é um dos poucos drama japoneses que eu gostei e um dos mais malucos, também (Geralmente drama japoneses são muito bizarros). Mas também foi a série mais engraçada que eu já vi em todo minha vida. Se você achava "Eu, a patroa e as crianças" engraçado, você vai se matar de rir com esse aqui. 
Foi baseado no mangá "Hana-Kimi" da Hisaya Nakajo de 1996. Ainda não tive a oportunidade de ler, mas espero um dia encontrar para saber se a série ficou parecida com a história original. Enfim...
Sano Izumi (Shun Oguri - O nosso querido Rui de Hana Yori Dango) é um atleta famoso em salto com vara, um dos melhores e por uma ironia do destino, acaba se machucando durante uma tentativa de assalto que faz com que seu dentão se rompa e ele não consiga mais ter forças para saltar. Mesmo depois do tratamento, ele fica deprimido e decide nunca mais saltar outra vez. Se tornando uma pessoa amargurada e arrogante.
Do outro lado temos Ashiya Mizuki (Maki Horikita) uma moça simpática e fã de Sano. Devido ao acidente do rapaz, ela decide ir atrás dele para fazê-lo saltar novamente e para isso, corta o cabelo e se veste de homem para entrar na escola só para garotos atrás dele. O problema é que não é tão fácil assim se passar por um garoto tendo uma personalidade feminina, o que acaba por chamar atenção do médico do colégio Dr. Umeda (Takaya Kamikawa) que começa a implicar com ela e dizendo que irá falar para todo mundo a verdade, só que conforme o tempo vai passando, ele vai a ajudando a se esconder e desenvolve uma certa afeição pela moça, ainda mais que ela descobre seu eu colorido. Sendo sempre rejeitava por Sano, Ashiya se aproxima de Nakatsu Shūichi (Toma Ikuta) que antes sentia raiva dela por causa das competições escolares e no final se torna grandes amigos. O problema é que Nakatsu começa a sentir coisas estranhas e fica preocupado achando que é gay e durante essas confusões, a história vai se completando e a superação aparecendo.


Existe também a versão Taiwanesa que tem como um dos protagonistas o Jiro Wang de It started with a kiss e a versão coreana. Na minha opinião, a japonesa é a melhor versão, tanto pelo fato dos atores interpretarem muito bem os personagens e também como a história em si se dá mais com a loucura dos japoneses kkkkkkkkkkk... A versão coreana ficou mais romântica e a versão Taiwanesa ficou mais amizade. Uma coisa que me chamou a atenção é o personagem Nakatsu, eu sou fã do Jiro Wang e ele interpretou bem, mas o Toma Ikuta soube melhor interpretar o personagem. Ele é inesquecível, não tem como não lembrar dele.
A protagonista da versão Taiwanesa realmente se parecia com um homem e agia como um homem, acho que não combinou muito. Mesmo que ela se vestisse desse modo, acho que ainda deveria aparentar ser uma moça. A da versão coreana se parecia muito com uma menina, principalmente os lábios. Já a da japonesa, ela ficou no meio termo.


Em 2008 a série voltou com uma mini temporada, da qual contava como foi que o Sano se apaixonou pela Mizuki e mais algumas cenas extras, como uma amiga da Mizuki que vai para o Japão a fim de trazer ela de volta para a América e os conflitos do Nakatsu com a mãe dele. Esse especial é como se fosse uma continuação do capítulo 7 já que a história se cruza lá naquela época. Tipo um capítulo 7.5. Vale a pena ver, é muito legal e também rever alguns flashbacks da primeira temporada.

Aqui é o tema de abertura. A trilha sonora é uma das melhores. Por que pegaram a banda Orange Range para compor o álbum.



E o encerramento:


Gostou da postagem? Então comente aqui embaixo se você já tinha visto este drama ou se gostou de ler sobre ele. Não esquece de curtir a página do mundo ali do lado --------->
Beijos galaxicos!

terça-feira, 25 de julho de 2017

Sobre o Past continuous

É uma breve nota, apenas para explicar o por que eu não postei mais o blog série. Acontece que apesar de eu ter escrito o enredo, eu perdi a essência da série e achei melhor cancelá-la. Assim como a netflix faz com as temporadas que não dão muito sucesso.
Peço desculpas para quem gostava de ler, mas infelizmente não estou conseguindo dar sequência. É mais justo eu escrever tudo primeiro, para depois postar. Espero que um dia eu volte com isso aqui no blog. Eu tenho muitas histórias, bem curtas. Mas ainda pensarei direitinho como fazer e não deixar mais o povo agoniado esperando os capítulos para saber o que acontecerá.
No mais... É isso :(

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Papo de filhos: Vizinhos

Quem nunca morou em um lugar onde os vizinhos eram a pedra no sapato? Não é a toa que existem muitas músicas e filmes a respeito.
Não generalizando, até por que meus vizinhos de lado são muito legais. O problema são meus vizinhos da frente, não que eles sejam ruins, mas são implicantes. Segue abaixo um relato de uma desventura.
Moro há mais de 6 anos aqui e a entrada para a garagem é alta, pelo fato da casa ser elevada, já que aqui o terreno é baixo e alaga com facilidade. A rua é estreita, mas passam dois carros. O problema está na porta principal do vizinho que fica de frente para a nossa garagem, ou seja, as criaturas insistem em estacionar o carro lá e isso atrapalha meu pai a sair com o carro, mas com muita dificuldade, ele consegue (Tudo bem, está na frente da casa dele, né) se tivessem bom senso, depois de tantas vezes meu pai falar, EDUCADAMENTE, para tirarem o carro de lá, eles estacionavam na frente da garagem deles. Que não empataria em nada e todo mundo sairia ganhando. Mas, o vizinho além de fofoqueiro, é implicante. O tempo passou e meu pai resolveu mudar de carro e esse novo é maior. Conclusão, ele não entra e nem sai se algum carro estiver parado por lá. Nem manobrando e a história se repetiu e ele sempre na calma mandando tirar o carro. A casa desse meu vizinho mora um time de futebol inteiro, não vem ao caso... Só para constar o tanto de pessoa.
Um belo dia, minha avó ligou passando mal e meu pai, avô e tia saíram desesperados para ir na casa dela e adivinha o que aconteceu? Tinha uma merda de carro parado lá, meu pai já tinha buzinado uma vez e entrou com o carro de novo por que tinha esquecido uma coisa. Ninguém, eu disse ninguém, foi lá para tirar o carro. Quando ele saiu de novo, buzinou outra vez, já que estava todo mundo com pressa, minha avó, 89 anos, passando mal. O cara demorou para sair e quando saiu já começou a xingar meu pai e fazer ameaças, dizendo que ia dar um tiro nele. Pode isso? Não, não pode, não bastou ele agredir meu pai com empurrões e palavras de baixo calão,veio a filha dele cheia de razão querendo agredir meu pai e empurrou meu avô (Um idoso) e falando um monte de merda para a minha família. Como se eles tivessem razão de algo que estavam totalmente errados. O que mais me irritou nisso tudo, foi ver essa vagabunda (desculpe a expressão) agredir verbalmente meu pai, fisicamente meu avô e empurrou minha mãe, que depois foi lá tentar separar os dois. Ela ainda xingou minha tia de sapatão (Olha a falta de respeito) e daí que ela é homossexual? Infelizmente minha mãe segurou minha tia, mas eu ficaria muito feliz dever aquela vadia apanhando.
Minha vontade era de prestar queixa contra ela, mas não pode ser eu. Tem que ser meu pai. Eu estava na varanda, era para eu ter filmado e batido foto de tudo. Do carro, da placa e deles. Por que pelo que foi informado, não se pode prestar queixa sem provas. Então todos deixaram isso para lá.
Eu vejo a gravidade dessa briga, por que se acontecer alguma coisa, não terá nada documentado com relação a isso.
Mas tudo bem, como eu sou terrivelmente rancorosa, como já disse em uma postagem. Eu já descobri o nome deles e tenho foto também. Estou só aguardando o dia que eles aparecerem de novo, que eu estarei na varanda para bater foto e se eles estacionarem de novo na frente da nossa garagem. Eu chamarei a polícia e vamos ver quem ri por último. Eu estou com mais raiva dela do que do cara propriamente dito, ele estava bêbado e era um velho.
Infelizmente não pude fazer nada, já que qualquer estresse ou nervosismo que eu passe, meu corpo reage da pior maneira possível, tendo um ataque. Se meu corpo não aguenta uma briga, então eu tenho que agir com inteligência. É assim que eu sobrevivo.

Conclusão, queria deixar registrado aqui esse infortúnio, para que todos tenham cuidado com esse tipo de coisa e que sirva de alerta se caso acontecer algo semelhante com vocês. Se alguém já passou por isso ou souber de alguma coisa que possa ser feito, na polícia, mesmo depois de alguns dias passados. Comente aqui embaixo.
No mais... Mais uma experiência neste mundo bizarro.


quinta-feira, 20 de julho de 2017

Quando nos tornamos tão sensíveis?

Faz muito tempo que não posto (novidade) mas como eu havia escrito no início deste ano "Espero conseguir, nem que seja um post por mês, postar coisas por aqui" já que esse ano é o meu último ano de faculdade e as coisas não estão fáceis. Enfim, quando nos tornamos tão sensíveis?
Sabemos que entender os sentimentos são bem difíceis, mas as vezes, seja lá no banheiro (a fortaleza da solidão) ou no vazio do nosso quarto, nos pegamos pensando sobre os sentimentos.
Não sabemos demonstrá-los 100% sempre falta uma palavra não dita ou uma ação pensada meticulosamente. A gente pensa mil coisas que poderia ter dito em determinado momento, imagina várias cenas que poderiam ter acontecido, mas que não aconteceram. Talvez por que a gente não teve coragem ou por que simplesmente não deu para "praticarmos" tudo que pensamos.
As pessoas nos provocam, elas reconhecem nossa fraqueza e fazem tudo de propósito pelo prazer de nos ver irritados ou chateados. Queria entender esse tipo de sentimento e me dá raiva só de pensar que existem pessoas assim, bem próximo de mim. Na minha casa. Na minha família.
A gente se torna bem mais sensíveis que antes devido aos traumas e decepções que sofremos ao longo do anos convivendo com pessoas tóxicas. É como uma camada de pasta americana no bolo, quanto mais se passa, mas pesado fica e o bolo que era fofinho, se torna apenas uma crosta dura e sem sabor. É assim que me sinto, uma crosta dura de pasta americana. Eu costumava ser um bolo bonito.
Queria poder voltar no tempo e ser uma pessoa menos sentida e amargurada. Tudo ao meu redor que me faz mal, de alguma forma eu guardo em forma de rancor e me deixa mal. É como se eu estivesse intoxicada. Eu sempre fui uma pessoa rancorosa, mas eu até tinha me livrado disso por um tempo. Eu consegui ser mais aberta e acessível, mas agora, agora eu me tornei mais sensível do que antes. Tão analítica e observadora, que consigo sentir o cheiro de falsidade de longe. Eu não me engano mais com as pessoas, pode parecer estranho, mas até a áurea delas eu posso enxergar. Todo mundo que tem energia negativa é repelida por mim, por que eu vejo coisas que ninguém mais vê e isso não é uma brincadeira. Não, eu não sou médium e não sei por que isso acontece. É o famoso "meu santo não bateu com o dela" mas com explicação.
Eu acho que quando a pessoa passa por um certo estágio de decepção, ela passa a adquirir formas de se proteger e eu acredito muito nesse negócio de metafísica. Sei que existe. Já presenciei muitas coisas sem explicações nessa vida.
Quando nos tornamos tão sensíveis?
Acho que quando nosso coração descarta a função de sentir e passa a pensar como o cérebro faz. A lógica disso é que quanto mais racional você for, mas analista em relação as pessoas você será e consequentemente, será mais sensível em relação a elas. Sensível no sentido de cautela e não de sentir.


Gostou da postagem? Meio sem nexo, mas era algo que estava guardado em mim há muito tempo e eu queria escrever de alguma forma, mesmo que seja de maneira bizarra. Se você se identifica com as minhas loucuras, então comente aqui embaixo e diga se já se sentiu assim. Não esquece de curtir a página do mundo ali ao lado -----> E se inscrever no canal. Faz muito tempo que não posto vídeos, mas estarei retornando nos próximos dias.
Beijos galaxicos!