sábado, 28 de setembro de 2013

See you later

Ao som de "Stop crying your heart" , escrevo com o coração despedaçado. Minha vida, meu eu, perdidos numa imensidão azul. Ainda posso enxergar as estrelas e elas me guiaram para um lugar melhor. Livre do sofrimento.
A dor é profunda e eu procuro incansavelmente pela anestesia enquanto me auto opero, costurando meu coração. O sangue escorre e me enfraquece aos poucos. Não irei escrever no blog por algum tempo, leitores, preciso de um tempo para processar informações. Para me conformar com as coisas, deixar o passado de lado.

"Eu desisti , mais não foi por medo de lutar e sim por não ter mais condições de sofrer"

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Convivendo com o Pânico

Em um dia qualquer você teve uma dor no peito, achava que sua pressão estava nas alturas, estava tendo um ataque cardíaco, falta de ar, tontura, tremedeira, meu Deus, vou morrer? E isso se repete todo hora, todo dia ou toda semana, sem aviso prévio, você fica naquela ansiedade, na expectativa se vai ou não acontecer de novo e quando acontecer, ter certeza de que terá alguém de confiança ao seu lado para te ajudar ou melhor, para te levar para um hospital. Já que no hospital, é o lugar onde você, estranhamente, sente-se confortável.
Fica procurando sobre doenças na internet, vai em um monte de médico para saber por que está sentindo tal sintoma. E quando sente alguma coisa, já acha que é algo de grave e teme que não dê tempo de fazer os exames necessários para descobrir o que é e fica na agonia, aguardando o resultado. Fica se olhando no espelho para ver se está bem mesmo, fica colocando a mão no coração para ver se está batendo normalmente, fica nervoso só de pensar no resultado dos exames e fica perplexo que não deu nada. Não entra em lugares fechados e com muita gente, tem medo de ficar só em um lugar, só sai com alguém que você conhece. Tem medo de morrer na hora que está passando mal e teme mais ainda de passar vergonha por que está passando mal. Tem medo de desmaiar e perder o controle. Detesta tomar remédios desconhecidos, por que tem medo dos efeitos colaterais.
Um puco da convivência com o Transtorno de ansiedade, o pânico. É terrível, não é gracinha e muito menos ilusão. É real e muito concreto. Quem passa por isso, sabe muito bem que a sensação é extremamente desagradável e de difícil controle, é como uma chama consumindo a cera.
Comigo eu sempre acho que a minha pressão está caindo. Eu fico suando frio, minha mão começa a tremer, o coração começa a acelerar, a falta de ar me consome e eu abaixo a cabeça e respiro fundo, depois passa. Até achei que fosse hipoglicemia, mas já aconteceu depois que eu comi, aconteceu enquanto eu comia e minha alimentação é muito balanceada. Fiz tanto do exame e nada acusou. O que restou...
Junto com as outras características da psicosite, medo de morrer, neuroses, fobias...
Minhas fobias é que eu não fico por muito tempo em um lugar com muita gente, não saio sozinha, tenho medo de tomar remédios (O omepramix que eu o diga, foi uma luta para eu tomá-lo). Mas não evito, tenho que enfrentar o problema, antes que ele me consuma. O que não pode acontecer.
A mente é um campo misterioso e cheio de façanhas, se lá não está bem, o corpo responde.
Não tomo remédios, faço tratamento com psicoterapia e tem me ajudado bastante. Tomar chás também serve...
Desejo muita força para as pessoas que sentem isso e teem, nunca fuja de si mesmo, enfrente-se.

Por Polly... Uma pessoa muito ansiosa.

Reação em cadeia - Me odeie


terça-feira, 24 de setembro de 2013

Música





Uma música dos anos 70 para curtir com a galera *--*

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Tão só quanto uma estrela no universo

Hoje é noite de lua cheia, uma noite triste por sinal. Me sinto só e nunca me senti tão só quanto hoje. Só, com todos os sinônimos e hipérboles existentes... Hoje eu me deparei que não tenho amigos, não cultivei nenhum. Os que eu tinha, foram embora e me deixaram.
Apenas tenho as palavras para me confortarem, o que eu posso fazer a não ser chorar? 
Essa dor angustiante e incapacitante me tira do controle, a música tocando, a faca me cortando de dentro para fora, o que eu posso fazer a não ser enxugar minhas lágrimas?
Eu odeio me sentir deste jeito, essa dor é insuportável, é delirante como uma droga e potencialmente mortal.
Eu poderia xingar todos os palavrões existentes enquanto escuto uma música romântica. Uma mistura de raiva e tristeza, uma mistura letal. Está me destruindo... Onde está a cura? Não há ninguém para me atender nesta sala de emergência?
Alguém me ajuda, por favor!
Estou sufocando...


Frio

Me sentindo inútil e insegura, quem pode gostar de alguém na qual não se pode contar?
Eu não tenho vontade de me olhar no espelho, por que o reflexo dele não me faz bem. O meu reflexo era para ser o "nós" do livro que eu li. Mas eu falhei e o nós não existe mais. O amor se desgastou por que eu sou essa metamorfose ambulante. Seria meus pais, as pessoas mais certas para me compreender?
Eu me sinto correndo por uma estrada e estou nela há bastante tempo, estou ficando cansada e ansiosa por que quero saber o quanto mais tenho que correr para achar o que eu tanto procuro, um lugar na qual eu pertença. Essa insegurança se transforma em tristeza dentro do meu coração, ela cava um buraco cada vez mais fundo a cada frustração que eu vivo, essa cena se repete em minha mente com todos os detalhes. O tempo do acontecimento já passou, mas em minha memória, ela se refaz a todo momento, assim, com todos os detalhes, como se o presente fosse se repetindo. Eu preciso sepultar esse cena, ela não pode ser um trauma para mim, meus problemas são os meus pensamentos e eles se concretizão tornando o meu bicho papão particular.
O enterro desses pensamentos deve ser feito por mim e somente por mim.
O que eu posso dizer, acho que é uma questão de conformidade, eu não consigo me conformar com as coisas no exato momento em que elas acontecem. Uma ação, por exemplo, que eu poderia ter feito mas não fiz... Eu sei que eu não irei me conformar por não ter feito e esse pensamento irá me perturbar por um tempo. A pressa nunca foi o meu forte, infelizmente. Ela, em determinados momentos, precisa ser inimiga da perfeição.
O erro é uma palavra nobre que nos oferece muita sabedoria, mas eu ainda não pude entender bem essa metáfora. Eu me sinto presa, infeliz e ao mesmo tempo triste. Eu não posso fazer nada, nem cuidar da minha própria vida! 
As vezes eu me contesto, será mesmo que eu estar longe das pessoas não será melhor para elas? 
Eu estou envelhecendo e morrendo aos poucos e até agora eu não fiz nada que preste, a não ser trazer insatisfação, problemas, estresse e principalmente um peso, na vida de quem eu amo.
A minha esperança se foi... Bem, sobrou apenas uma casca, não há mais nada em mim a não ser uma casca e palavras vazias.


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Quando percebi, pude mudar meu caminho e ver que tudo que eu via, era apenas uma ilusão criada pelo meu "eu solitário".

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

O cachorro

Em uma manhã nublada e consequentemente com uma brisa fria, sentei na varanda de casa para ler um pouco. O livro  que leio é meio filosófico e tem clareado minha mente, pois encaixa com algumas situações que estou vivenciando. Me obrigo a pensar no presente observando os cachorros do meu vizinho.
Vejamos, ele tem um casal de "linguiças", um pouco antes dele sair de carro, ele saiu para entregar um celular para a vizinha dele e os dois cachorros saíram, juntos, atrás dele. Reparei que sou assim! Não exatamente vou atrás de alguém, mas assim como os cachorros, eu dependo dos meus pais. Voltando ao vizinho. Logo mais ele se arrumou e saiu com a mulher e a sobrinha. Bem, não há ninguém em casa. O cachorro bateu, balançou e até mordeu a grade no intuito de querer abri-la e sair, talvez, para ir atrás do vizinho. Percebo e cheguei a conclusão de que preciso ser livre sem depender mais. Por que mesmo que eu coma, beba, durma e tenha minha casa, se meus pais quiserem me deixar presa, eu não vou poder fazer nada, eu dependo... E não vai adiantar eu bater na grade que não adiantará... Porém eu preciso esperar, como o cachorro do meu vizinho, mas para eu mesma possa abrir a grade.

domingo, 8 de setembro de 2013

O amanhã

"Enfrente a luta sozinho quando o mundo está cheio de vítimas, ofusca uma fraca luz em nossas almas. Deixe a paz em paz, agora nós estamos lentamente mudando, ofusca uma fraca luz
em nossas almas. Na minha opinião ver é saber que as coisas que seguramos são as primeiras a irem embora e quem vai dizer que nós não terminaremos sozinhos?
Em asas quebradas estou caindo e não vai demorar muito, a minha pele está queimando
pelas chamas do sol. Em joelhos esfolados estou sangrando e não vai demorar muito. Tenho que achar aquele significado... Eu procurarei por muito tempo.
Choremos até dormir, nós dormiremos sozinhos eternamente, você vai me deitar no mesmo lugar com tudo que amo. Junte os lares destruídos, se importe com eles, eles são nossos irmãos. Salve a luz fraca em nossas almas, na minha opinião ver é saber. O que você dá sempre te conduzirá
e quem vai dizer que nós não sobreviveremos também.
Liberte todos, acreditando nas vontades deles, para me fazer o que sou e o que serei. Liberte todos,
cairá entre as fendas, com as memórias de tudo que sou e de tudo que serei."

(Alter Bridge - Broken wings)



quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Amigos

Para quê tentar fazer amizades e conversar se ninguém quer ser seu amigo? Ninguém ligar para você... Tanto faz existir ou não. Tanto faz você fazer algo, se no fim, você é sempre esquecido.