quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Não insistirei mais

O clima mudou por aqui, já não está tão quente como antes. A chuva demorou, mas finalmente chegou. O tempo está nublado e chuvoso. Eu gosto dele assim, me remete a muitas lembranças e também me faz refletir algumas coisas.
Descobri que quanto mais a gente tenta agradar, mas a gente é desagradado. O que eu quero dizer com isso? Bem, eu nunca fui muito de fazer amigos, sempre fui uma criança reservada e gostava de estar junto da minha mãe e dos meus irmãos. Eu não confiava nas pessoas com facilidade e sempre tive comigo um instinto para sentimentos falsos. Só que conforme o tempo foi passando, eu fui tentando mudar, principalmente pelo fato de que eu me formei em comunicação social, eu preciso me comunicar com as pessoas, conhecê-las, fazer amizades. O que se torna um círculo, já que quanto mais eu tento me aproximar, mas as pessoas fogem de mim, como se eu não fosse boa o bastante para ser conhecida, então eu retorno ao início, quando eu era uma criança e não conseguia fazer amigos tão facilmente. Então no fim sou eu que sou desagradada, já que todas as minhas tentativas de agradar são frustradas.
Correndo sempre, buscando por uma resposta que resolveria tudo. Eu sabia que ia me sentir assim novamente, por que eu sei que as coisas ao meu redor não mudariam só por que eu tento mudar.
Eu nunca serei uma pessoa perfeita. Também nunca serei o que as pessoas esperam de mim. Eu gosto do meu "Eu" verdadeiro e único. Se as pessoas acham que eu sou calada, séria e sem muitas palavras, sinto muito, não fui programada para ser diferente. Como na música "Far from heaven" (Longe do céu)

"Você não pode imaginar o inferno que estou passando. Não estou pedindo que me salve. Estou muito longe do céu. Não há nada que você possa fazer para me mudar a não ser me aceitar como eu sou."

Eu reconheço quando me olham de forma estranha, por que eu sinto a energia de cada um a minha volta. Eu não escolhi ser assim, apenas fiquei assim e eu não farei mal a ninguém. Se essas pessoas preferem outras, eu não ficarei mais triste, por que quando as coisas estão bem, foi só um disfarce e agora eu sei disso.

"Mas eu sinto como se não estivesse chegando em lugar algum e eu nunca verei o fim. Então eu murcho e me torno impotente. Eu desisto e tudo está claro, eu entro em colapso e deixo a história me guiar."

Eu não quero desistir e nem entrar em colapso, mesmo sabendo que uma hora eu posso acabar chegando lá. Mas cheguei a conclusão de que o problema não sou eu e sim as pessoas ao meu redor. Não quer falar comigo, ser meu amigo ou conversar comigo? Não aceita a forma como eu sou? Então não tem problema, isso não é comigo. Eu trilho meu caminho. Não insisto e nem dou chances a ninguém. Uma vez que eu dei meu afeto, foi de coração, não quis? Então não tem problema, isso não é comigo, nunca será. Minha maior sabedoria é saber que o problema não sou eu e nunca foi e aos demais, não insisto mais. Todos tiveram a chance e eu não costumo correr atrás de ninguém.


A maturidade deveria vir mais cedo e não com o tempo. As vezes me pego pensando no passado e imaginando como as coisas seriam se eu fosse um pouco do que sou, hoje. Entretanto volto a realidade e enxergo apenas as lições das quais tive que aprender para ter a mentalidade atual. Fez parte do meu crescimento, assim como essa reflexão sobre amizade, deste post. Se gostou da postagem, comente aqui embaixo se algum dia já se sentiu desse modo. Não esquece de curtir a página do mundo ali ao lado -------->

Beijos galaxicos!



sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Papo de filhos: Seja quem você quiser

As vezes os pais refletem suas vontades nos filhos. Quer que ele seja, alguém que ele não é. Não percebem que o filho tem uma identidade, valores e desejos diferentes e quando isso não é enxergado pelos pais, todo o comportamento é considerado invisível, imaturo. Digno de não ser levado a sério.
Você já passou por algo assim?

1- Falar e as pessoas de sua família te cortarem? Como se o que você diz não seja tão importante?
2- Ter que dizer sim, para não ter o desprazer de ficarem falando de você o resto da vida? Apenas para agradar pessoas que não aceitam não, como resposta?
3- Geralmente sempre é o culpado de tudo? Ou pior, sua personalidade é tida como infantil e sem muitos direitos, como de estar estressado, cansado ou qualquer outro sentimento?

Se sim, então você é vítima da síndrome do filho isolado. Uma teoria básica que eu criei, para quando seus pais não te aceitam do jeito que você é e insistem em te dizer coisas ruins para qualquer atitude que seja contrária ou que não gera concordância com eles.
O que eu quero dizer é que a culpa não é sua e nunca será. Seja quem você quiser ser. Ter uma identidade própria é um privilégio, em tempos de gente igual por todo canto.
Seja quem você quiser ser, por que a sua vida, é a sua vida. As suas escolhas, são as suas escolhas. Sempre terão pessoas que vão querer controlar isso, mas o que adianta se no final, quem vai ter que arcar com as consequências será você.
Nunca deixe de sonhar e não deixe que os outros façam isso por você.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Minhas gírias

Para uma pessoa que morou em diversos lugares desse Brasil, meu acervo de palavras é bem misturado. Em um dia eu sou totalmente paraense e no outro arranho um pouco de carioca e na maioria das vezes, eu estou falando um gauchesco.
As vezes isso é estranho até para mim, por que no meio da roda dos meus amigos, as pessoas me olham surpresos, quando eu lanço um "Baita" entre os "Éguas" do Pará. Enfim, eu não tenho sotaque, é tudo muito diversificado, segue aí minhas pérolas:


1 - Baita
2 - Bergamota (É um tipo de tangerina muito comum no sul, porém virou sinônimo de tangerina)
3 - Caraca maluco
4 - Mudando de assunto, tragicamente já mudando!
5 - Trágico
6 - É muito tenso
7 - ÉGUA e todas as suas variações
8 - Mas quando (Gírias do Pará)
9 - Pior...
10 - Pow meu (Muito paulista isso)
11 - Que mané o que
12 - Tá de caô né
13 - Bora!
14 - Deixa o bichinho ou coitado do bichinho (Sem distinção, pessoas e animais)
15 - Sai fora kkkkkkkkkkkkkkk
16 - Fuzarca que é uma gíria antiga para dizer bagunça
17 - Catota kkkkkkkkk (Significa meleca)
18 - É muito show!
19 - Visão do além (Quando vejo alguém muito feio ou estranho)
20 - Ninguém merece

É isso, galera! Se gostou da postagem, comente aqui embaixo se conhece alguma gíria da lista e compartilhe as suas. Não esquece de curtir a página do mundo ali ao lado -------> e de se inscrever no canal!
Beijos galáxicos!!!

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Dentro de mim - T01 E06 - A carta

TEMA DE ABERTURA - NX ZERO - CEDO OU TARDE


"No capítulo anterior, Caio resolveu voltar para a faculdade, mas chegando lá acaba tendo um desmaio por acreditar ter visto o espírito de Ana. Conversando com Rita e Cristiano, descobriu que o "espirito" na verdade é uma pessoa idêntica a sua falecida namorada. Também havia sido informado de que um colega dos tempos do colégio, Leonardo, estava frequentando muito a casa dos pais de Ana. Ao ficar pensando nisso, Caio achou um papel em sua mochila, um papel que havia caído das coisas de Leonardo, quando os dois se esbarram mais cedo naquele dia e, ao ler o papel, descobriu uma carta de Ana de mais de 10 anos."


Leonardo estava caminhando apressado pelos corredores, preocupado. Ele quase nunca levava o seu antigo caderno de estimação para a faculdade, pois havia nele muitas lembranças do ensino fundamental e médio. Porém, havia feio uma anotação importante e na pressa de ir para o trabalho, acabou o esquecendo na sala do professor. A faculdade estava vazia aquele horário, então não seria difícil pegar o professor desocupado. Entrou na sala de vidro e seguiu direto par ao gabinete.

__Professor? Nossa, que você que está aqui!
__Tu ficou preocupado pelo caderno, né?
__Sim, ele é muito importante para mim, tem muita anotação importante! - Leonardo passou os olhos em cima da mesa do professor, afim de encontrar o caderno.
__Aqui está! - Ele abriu a gaveta e tirou um caderno de capa dura verde, cheio de figurinhas de chicletes coladas. Estava tudo muito velho, porém ele ainda permanecia com aquele caderno mesmo depois de anos.
__Ahh muito obrigado, professor! - Leonardo ia saindo pela porta, quando o professor o impediu.
__Ah, Léo, tu podes levar esses documentos lá para a secretária? Sei que ainda não começou teu turno, mas seria bom levar logo, para organizar.
__Ah pode deixar, professor, faço isso agora mesmo!

Leonardo saiu da sala com um monte de documento na mão, sentou em uma cadeira para organizar as datas. Olhou para o seu caderno e o abriu e dentro da pasta de plástico que ficava grudada com o caderno, tirou um pedaço de papel rosa e releu. Era uma carta de Ana, dos tempos do ensino fundamental. Lembrou-se profundamente daquele dia. Leonardo sempre fora apaixonado por Ana e estava se preparando para se declarar para ela, naquela época e Caio era o único que sabia. Naquele dia, no fundamental, ele havia chego atrasado e pediu o caderno de Leonardo emprestado para copiar a matéria... Na hora do intervalo, Leonardo foi buscar um dinheiro que havia esquecido na sala e acidentalmente viu Ana colocar uma carta em seu caderno e naquele momento, percebeu que a menina, na verdade, gostava do seu amigo. Quando voltaram na hora do intervalo, Leonardo pegou o caderno de volta e se afastou de Caio, por que ficou com ciúmes e o amigo nunca entendeu por que ele tinha se afastado, porém Leonardo nunca deu a Caio, a carta de Ana. Até no presente dia, na faculdade, quando o professor pediu para que Leonardo levasse os documentos até a secretária.
O rapaz levantou da cadeira e colocou a carta rosa, dentro de um papel branco e colocou em uma folha aleatória no caderno se seguiu pelos corredores apressados, quando de repente, deu de cara com Caio. O susto foi grande. Mas ele não percebeu que a carta de Ana havia caído no chão e que a pessoa que não era para ter lido, acabou lendo.

Caio havia saído da faculdade, sua mente não conseguia digerir aquela carta. Será que aquilo era verdade? Pensou e pensou e repensou, acabou seguindo direto para a casa dos ex sogros. Depois de muito tempo, ele aparecera por lá e não sabia se isso era bom ou ruim. Se aproximando daquela casa verde que por tanto tempo ele havia frequentado, um aperto no peito foi intensificando. Parece que ele via a imagem de Ana em cima do muro pegando goiaba, da goiabeira que ficava do lado de sua casa. Em cada pedaço de terra, existia uma lembrança dela e que ele com muita dificuldade, tentava esquecer. Os pensamentos o cegaram por um instante e quando se deu conta, já estava em pé, na frente da porta da casa. Só restava tocar a campainha. Um ruído de assoalham se aproximava e com uma cara de espanto, a mãe de Ana abriu a porta rapidamente.

__Caio! - Ela o abraçou fortemente e ele não pode se conter, acabou derramando suas lágrimas mais uma vez.

Minha formação junto com o grande guerreiro, Daileon!

O início da minha batalha foi em fevereiro de 2014 e foram 4 anos de muito esforço e dedicação, porém em agosto desse ano, foram os 5 meses mais longos e exaustivos de toda a minha formação acadêmica. Foi o momento de dar forma ao chamado trabalho de conclusão de curso. Eu que achava lorota tudo que os meus colegas postavam sobre o TCC nas redes sociais, quando vivi e sobrevivi na pele a grande loucura que é fazer um artigo científico. Eu não estava sozinha, fiz com um grande amigo de faculdade, o Osvaldo. Nós nos demos bem e conseguimos nos entender e dar engate para o nosso trabalho.
Galera, não foi fácil, teve momentos que eu pensei em desistir, era tantos conceitos, tantos livros estranhos para ler e autores complexos, que mal dava para respirar. Então, eu levanta e respirava fundo e lia e relia quantas vezes fossem preciso, para poder entender e conseguir associar a teoria as nossas pesquisas. No final, conseguimos com grande persistência e bom humor, escrever um ótimo artigo, digno do 10 e digno de muitos elogios.


Não quero deixar este post muito longo, mas necessita colocar essa pequena ressalva. No princípio, quando escolheram nosso orientador, caiu para a gente um tal de professor Rui e eu e o Osvaldo procuramos saber quem é e descobrimos que ele era professor de moda. Ficamos encucados com isso, pois a gente era de comunicação social, por que caiu para gente um professor de moda? Logo nas primeiras orientações, conhecemos um homem bem vestido (claro, né, professor de moda) bem educado e bastante entusiasmado. Acredito eu, que foi um desafio para ele também. Quando passamos para as reuniões individuais que começamos realmente a dar forma para o trabalho, começamos a perceber o quão instruído era aquele professor e que sua formação não só ajudaria no nosso trabalho, como também nos abriria portas para entender um novo conceito que nós não temos no nosso curso de comunicação, que é o olhar antropologista, um olhar social. O nosso orientador foi uma surpresa em tanto para a nossa reta final e nós temos muito a agradecer a ele por todo o conhecimento, paciência e instrução. Eu não gostava nenhum pouco dessa parte de sociologia, mas a partir dessa experiência, até pensei em fazer uma pós baseada nisso.

No mais, só nos resta nossa cerimônia de formatura, pois nosso pequeno artigo, foi apenas o começo de outros bem maiores e bem mais científicos.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Dentro de mim - T01 E05 - O clone


Tinham se passado apenas alguns segundos quando Caio a viu sair do banheiro. Aqueles segundos pareciam 30 minutos. Os dois se encaravam e o rapaz sentiu o peito apertar e o oxigênio sumir. Se não fosse por ela, que tinha corrido ao seu encontro, ele teria rolado escada abaixo.

__Menino, tu estais bem? - Ela o abanava com a mão, enquanto chamava alguns rapazes próximos para ajudá-la a carregá-lo. Caio desmaiou ali mesmo, o choque foi tão grande que seu rosto antes vívido e cheio de energia para recomeçar, acabou ficando pálido, quase como no dia em que sofreu o acidente.
__Ana! - Ele sussurrava incansavelmente.
__Não, Karine! - Ela o olhava desconfiada enquanto o levava para a enfermaria do campus.

Caio estava deitado em uma maca, despertou como se estivesse tendo um pesadelo. Deu de cara com Duarte. Um enfermeiro que ele conheceu, quando ainda estudava.

__Quem diria que iríamos nos encontrar aqui, né parceiro? - Ele sentou próximo da maca.
__Não me diga que me trouxeram para o pior açougueiro do campus - Os dois deram risadas, enquanto Caio tentava se sentar. Meio fraco.
__Tu teve uma queda de pressão. Tu comeu alguma coisa?
__Não, vim direto pra cá. Só que... - Ele ficou em silêncio por um breve momento - Tu vistes quem me trouxe aqui?
__Ahh isso, foi os garotos de Educação física. Veio carregado pelos bombadinhos - Duarte fez biquinho enquanto ria do rapaz.
__Muito engraçado. Me referi a uma guria de cabelos negros.
__Não vi. Só tinha 3 machos - Continuou brincando.
__Alguém parecida com a Ana - Caio olhou no fundo dos olhos do colega e o mesmo ficou sério. Desviou o olhar e tentou achar palavras para tentar confortar o rapaz.
__Já faz 1 ano que ela se foi, Caio. Tu tens certeza que está bem para voltar? O campus está repleto de memórias com ela. Isso começou a te afetar.
__Eu sei o que eu vi. Não estou enlouquecendo - Caio apontou para o braço, para que o enfermeiro tirasse ele do soro - Eu já estou bem. Vou comer alguma coisa.

Ele saiu da enfermaria e foi direto para a lanchonete, já tinha perdido metade da primeira aula, então não fazia questão de aparecer na sala interrompendo o professor. Foi comer primeiro. Chegou no balcão e pediu um completo. Pagou. Puxou uma cadeira e sentou de frente para o lago que ficava a beira do campus. O rádio tocava músicas com gêneros aleatórios naquela horário, mas naquele momento tão perturbador, uma música com início de strings e um piano tão solitário o fizeram lembrar de Ana e todos os momentos que apostavam corrida ao longo do lago e no final, se abraçavam. Quando o canto começou, Caio se debruçou e começou a chorar, sim, a música que estava tocando era a música deles dois. A música que marcou o primeiro beijo deles, na árvore do antigo colégio, "Aonde quer que você vá, o que quer que você faça. Estarei bem aqui esperando por você", ele sempre mantinha isso como mantra quando brigavam, sempre estaria esperando, mas agora, 1 ano se passou e ele não poderia mais esperar. Sentiu alguém cutucar seus ombros.

__Caio? - Ele levantou a cabeça e tentou segurar as lágrimas. Não queria mostrar para quem quer que fosse. Infelizmente, não poderia esconder de Rita.
__Oi, Rita - Ele falou baixinho e com a voz trêmula, enxugou as lágrimas na manga da blusa. Rita deu um abraço no rapaz, sentiu o peso da dor dele. Ficaram assim por alguns minutos. Cristiano, "Seboso" viu a cena e se aproximou. Não tinha ciúmes, muito menos se incomodava com a intimidade entre Caio e Rita, afinal, a namorada já havia contado toda a história e Cristiano sempre se lamentou muito por Caio e a triste história, sabia que o rapaz precisava de amigos por perto e por isso se aproximou mais dele para poder ajudar também. Seboso sabia como era a dor da perda, já que perdeu sua irmã mais velha em um acidente, também, há 8 anos.
Cristiano e Rita estavam com horário vago e se sentaram com Caio, conversaram um pouco e o mesmo falou do desmaio, sem mencionar a moça igual a Ana, porém as coisas iam se encaixando a medida que a conversa ia fluindo.

__Mesmo que 1 ano pareça muito tempo, ainda é uma perda muito recente - Disse Cristiano.
__Eu sei que sim, mas a vida continua e eu tenho que seguir em frente.
__Amigo, ninguém é obrigado a ser forte o tempo inteiro. Quando quiser chorar, chore. Quando quiser alguém para chorar, sabe que podes chamar a mim e ao Seboso ou o Miguel.
__Eu sei e obrigado - Caio sorriu e deu um último gole no suco que havia comprado.
__Tem algo que eu preciso te falar. Eu ia na sua casa, hoje, mas fico feliz em saber que tu voltastes para a faculdade - Rita beliscava os mini salgadinhos na mesa.
__Tipo o que? - Caio ficou sério. Rita e Cristiano se entre olharam meio receosos.
__Achei melhor te contar, antes que tu visses por si mesmo e tenha um troço. Tem uma garota aqui no campus que é igual a Ana! - Rita encarou Caio e se surpreendeu com a reação do amigo. Por outro lado, ele apresentou calma e parecia pensar. Realmente, isso era sinal de que ele não estava doido.
__Eu sei.
__Tu já a viu? - Rita aproximou a cadeira do amigo, como se fosse uma grande fofoca.
__Lembra do desmaio? Isso aconteceu por que eu a vi saindo do banheiro. Eu juro que achei que fosse o espírito da Ana. Eu meio que apaguei de repente. Era igual a ela - Caio fez uma careta.
__Tá, pelas fotos, não é tão parecida assim. A Ana tinha o cabelo cacheado e essa aparentemente tem o cabelo liso - Cristiano lembrou da foto de celular da namorada.
__Mesmo assim, não dá para negar que as duas parecem gêmeas - Rita cruzou os braços.
__Como tu a viu? - Caio ficou curioso.
__Eu estava indo atrás do professor Gabriel quando a vi sair do banheiro. Se ela fosse loira, eu ia morrer do coração - Os dois riram da piada, quando ela continuou - Eu fiquei paralisada. Achei realmente que fosse a Ana de chapinha, não sei, apenas fiquei olhando para ela. Eu senti uma tristeza tão grande. Sei que o campus é grande e que muita gente não conhecia a Ana, mas algumas pessoas já devem ter notado ou pelo menos se assustado achando que era um espírito.
__Tu sabe que curso ela é? - Caio abaixou a cabeça pensativo.
__Não sei, amigo. Mas podemos descobrir, por que eu estou tão abismada quanto tu e o Cristiano. Não sei explicar, eu apenas estou chocada.
__Agora que tu me disse isso, fiquei pensando. Não estou doido, então ela realmente existe.
__Tem mais uma coisa... - Cristiano bocejou e levantou a sobrancelha preocupado.
__O que?
__Lembra do Leonardo? Ele tem frequentado muito a casa dos pais da Ana - Rita desviou o olhar e Caio ficou pensando nisso. Como assim? Que tipo de relação ele tem com os pais da ex namorada?

Aquela fofoca de Rita, estava martelando em sua mente, realmente, depois do falecimento da namorada, Caio nunca mais apareceu na casa dos ex sogros. Falava quando encontrava nas ruas ou nos mesmos lugares que frequentam, mas para um visita mesmo, nunca mais foi. Talvez a situação não fosse ainda boa para aparecer por lá. Mas o que Leonardo queria? A aula tinha acabado e Caio foi guardar os cadernos, o relógio marcava 12:30 quando viu um papel dentro da mochila e lembrou que tinha caído das coisas de Leonardo mais cedo. O pegou e abriu. Dentro do papel havia um outro dobrado na cor rosa que dizia:

"Caio, não liga para a minha letra, nunca foi bonita mesmo. Sou tímida demais para te dizer que gosto muito de ti. Do teu sorriso e do modo como trata as professoras. Queria que tu me visse por que parece que sou invisível aos teus olhos. Acho que tu gosta da Clarinda, só que se tu gostar de mim também, eu te juro que te faço feliz todos os dias. 

Com amor, Ana!
23/05/2002"

Caio engoliu seco, que espécie de carta era aquela? Uma carta que foi escrito há mais de 10 anos?

TEMA DE ENCERRAMENTO - CROWDED HOUSE - DON'T DREAM IT'S OVER

Um pouco de música

Essas músicas têm um significado especial em minha vida. Então gostaria de compartilhá-las com vocês.


Lembro dessa música quando toquei pela primeira vez na banda da igreja e foi algo que me marcou muito. Pois era algo que eu acreditava que estava destinada a fazer.


Quando descobri que meu pai estava doente, eu era muito nova e foi muito difícil continuar minha vida, por que eu achava que ele iria me deixar a qualquer momento e era algo que eu não conseguia aceitar. Até que encontrei esta música e me enchi de esperança. Hoje, graças a Deus está tudo bem e que continue assim sempre.


Eu participava de um grupo de jovens, quando era mais nova, eu fui uma das fundadoras e durante todo tempo que morei em São Gonçalo, fiz muitas coisas boas e legais pelo grupo. Essa música eu costumava cantar e tocar por lá, então a lembrança que essa música me traz é muito forte. Ainda mais que no CD que o grupo gravou para minha despedida, ela está como abertura.


Depois de muito tempo empacada no meu livro, eu desmotivei e decidi excluí-lo para sempre. Então em uma missa que eu fui tocar por acaso, eu tive que escutar e tocar esta música em cima da hora. No início eu fiquei com medo, por que é complicado tocar uma música que você não conhece. Só sei que depois que eu terminei, eu senti uma onda de emoção e criatividade que escrevi 4 capítulos novos do meu livro. Parei por que infelizmente estou muito ocupada com os trabalhos acadêmicos.


Eu escutei essa música por acidente, quando eu estava estudando para o vestibular e me sentindo muito desmotivada. 

6 - Música extra: Voz da verdade - Sou um milagre

Essa música define minha vida inteira. Eu chamo ela de mantra kkkk...