quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

A crônica dos três ratinhos

Meu intestino não é lá essas brastemps, então passei uma temporada doente (Caganeira). Agora que melhorei um pouco e passou uma das minhas primeiras formaturas, vim atualizar o blog por que eu não sou uma mãe desnaturada, né? kkkkkkkkkk...
O título desta postagem é com relação a um trio de pelúcias que ganhei de presente, quando tinha 5 anos. Ganhei da minha professora do jardim... A professora Vilma.
Nessa época, eu morava no Amapá e sempre fui uma criança um tanto antissocial. Não me recordo muito das coisas, mas lembro que eu gostava muito dessa professora, ela me fazia brincar e me sentir a vontade. Minha mãe fez meu aniversário de São João e convidou a Vilma e ela me deu de presente as três pelúcias de ratinho. Eu tinha muito ursinho, muito mesmo, mas os ratinhos eram os meus favoritos. Com o tempo, comecei a apresentar os problemas alérgicos e minha mãe não teve outra escolha a não ser guardar todas as pelúcias, inclusive os ratinhos. E sempre que tinha meu aniversário, as pessoas me davam de presente e minha mãe guardava. Teve uma época que ela até deixava no meu quarto, na prateleira, longe das minhas mãozinhas nervosas, só que não adiantou muita coisa, eu vivia com o nariz fechado. Um dia, essa minha professora teve que ir embora e eu nunca mais tive notícias dela, fiquei muito triste. Lembro que fui me despedir dela, em um barco.
Os anos se passaram, eu cresci, fiquei adulta e a alergia continuou. Minha mãe doou os meus ursinhos para as crianças do interior e alguns permanecem guardados. Os únicos que ficam na minha estante, sempre abraçadinhos, são os três ratinhos... Sempre me lembrarei da minha querida professora Vilma.


Isso foi no dia de 7 de setembro, nossa escola estava marchando. Eu sou a guia geral, com o joelho ralado (como sempre) e ali ao lado, com blusa branca e short preto, é a professora Vilma. Mais para o canto, quase saindo da foto é a mamãe kkkkkkk e no outro canto, a primeira guria da última fila, é a Vanessa, uma grande amiguinha.



E claro, os três ratinhos



O tempo passa e as lembranças ficam, se você conhece ou tem o contato da professora Vilma, comente aqui embaixo e me diga se você já foi aluno dela. Faz muito tempo, isso foi na cidade de Santana, no Amapá, entre 1996 e 1997. Talvez ela nem lembre de mim, mas gostaria muito de vê-la novamente.
Gostou da postagem? Então não esquece de curtir a página do mundo ali ao lado -----------> E comentar aqui embaixo se você teve algum professor (a) que marcou sua vida!
Beijos galaxicos!



quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Primeira postagem de 2018

Depois de todo o alvoroço do final de 2017, eis que eu volto (como sempre) para meu querido e amado canto caótico. Muitas coisas aconteceram, umas boas e outras nem tão boas assim e até eu não ter uma casa só minha para que eu possa ter um pouco de paz, eis que a maioria das coisas que acontecem, são ruins. Por que se eu me estresso e tenho mais ataques de pânico, são ruins.
A verdade é que eu fiquei sem inspiração para escrever nesses últimos dias por que estava um pouco estressada e desmotivada por "n" motivos. E para entendedores "você só pega o que lhe convém para me atacar depois" pois bem, pouco me importo, por que se eu não falar, digo, escrever, me sinto como uma bomba relógio que vai explodir a qualquer momento.
Enfim... Aprendi muitas lições nesse início de ano e também aprendi muitas coisas novas que me fizeram amadurecer um pouco e sentir menos raiva das coisas que me aconteceram e que acontecem. Aprendi a não insistir mais em coisas e pessoas que não valem a pena. Decidi me afastar. É o que eu sempre digo, as pessoas só falam com você por conveniência e são, na maioria das vezes, dissimuladas. Nem todas, é claro.
Mas vamos ao que interessa, para a primeira postagem do ano, trouxe uma arte que eu fiz por hobby mas que no futuro vou começar a vender e tentar ganhar algum dim dim enquanto não acho emprego.

Papercut Lightbox ou Papel cortado na caixa de luz é uma arte feita em papel, da qual consiste em várias telas de papel sobrepostas dando um efeito 3D com led ao fundo para dar luz. Tipo uma luminária.




São muito legais e lindas, eu simplesmente me apaixonei por isso. Estou fazendo várias adaptações para ter vários modelos. Minha próxima idéia será uma luminária do Harry Potter.

Essas foram as que eu já fiz:


Stranger things - Para quem é fã da série *-*


Presépio de natal - Ainda falta terminar kkkkkk




Gostou da postagem? Você já viu esse tipo de arte? Se sim, comente aqui embaixo qual foi a sua favorita e se não, comente qual que você gostaria de ver! Não esquece de curtir a página do mundo ali ao lado ------------>
Beijos galáxicos :*

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Não insistirei mais

O clima mudou por aqui, já não está tão quente como antes. A chuva demorou, mas finalmente chegou. O tempo está nublado e chuvoso. Eu gosto dele assim, me remete a muitas lembranças e também me faz refletir algumas coisas.
Descobri que quanto mais a gente tenta agradar, mas a gente é desagradado. O que eu quero dizer com isso? Bem, eu nunca fui muito de fazer amigos, sempre fui uma criança reservada e gostava de estar junto da minha mãe e dos meus irmãos. Eu não confiava nas pessoas com facilidade e sempre tive comigo um instinto para sentimentos falsos. Só que conforme o tempo foi passando, eu fui tentando mudar, principalmente pelo fato de que eu me formei em comunicação social, eu preciso me comunicar com as pessoas, conhecê-las, fazer amizades. O que se torna um círculo, já que quanto mais eu tento me aproximar, mas as pessoas fogem de mim, como se eu não fosse boa o bastante para ser conhecida, então eu retorno ao início, quando eu era uma criança e não conseguia fazer amigos tão facilmente. Então no fim sou eu que sou desagradada, já que todas as minhas tentativas de agradar são frustradas.
Correndo sempre, buscando por uma resposta que resolveria tudo. Eu sabia que ia me sentir assim novamente, por que eu sei que as coisas ao meu redor não mudariam só por que eu tento mudar.
Eu nunca serei uma pessoa perfeita. Também nunca serei o que as pessoas esperam de mim. Eu gosto do meu "Eu" verdadeiro e único. Se as pessoas acham que eu sou calada, séria e sem muitas palavras, sinto muito, não fui programada para ser diferente. Como na música "Far from heaven" (Longe do céu)

"Você não pode imaginar o inferno que estou passando. Não estou pedindo que me salve. Estou muito longe do céu. Não há nada que você possa fazer para me mudar a não ser me aceitar como eu sou."

Eu reconheço quando me olham de forma estranha, por que eu sinto a energia de cada um a minha volta. Eu não escolhi ser assim, apenas fiquei assim e eu não farei mal a ninguém. Se essas pessoas preferem outras, eu não ficarei mais triste, por que quando as coisas estão bem, foi só um disfarce e agora eu sei disso.

"Mas eu sinto como se não estivesse chegando em lugar algum e eu nunca verei o fim. Então eu murcho e me torno impotente. Eu desisto e tudo está claro, eu entro em colapso e deixo a história me guiar."

Eu não quero desistir e nem entrar em colapso, mesmo sabendo que uma hora eu posso acabar chegando lá. Mas cheguei a conclusão de que o problema não sou eu e sim as pessoas ao meu redor. Não quer falar comigo, ser meu amigo ou conversar comigo? Não aceita a forma como eu sou? Então não tem problema, isso não é comigo. Eu trilho meu caminho. Não insisto e nem dou chances a ninguém. Uma vez que eu dei meu afeto, foi de coração, não quis? Então não tem problema, isso não é comigo, nunca será. Minha maior sabedoria é saber que o problema não sou eu e nunca foi e aos demais, não insisto mais. Todos tiveram a chance e eu não costumo correr atrás de ninguém.


A maturidade deveria vir mais cedo e não com o tempo. As vezes me pego pensando no passado e imaginando como as coisas seriam se eu fosse um pouco do que sou, hoje. Entretanto volto a realidade e enxergo apenas as lições das quais tive que aprender para ter a mentalidade atual. Fez parte do meu crescimento, assim como essa reflexão sobre amizade, deste post. Se gostou da postagem, comente aqui embaixo se algum dia já se sentiu desse modo. Não esquece de curtir a página do mundo ali ao lado -------->

Beijos galaxicos!



sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Papo de filhos: Seja quem você quiser

As vezes os pais refletem suas vontades nos filhos. Quer que ele seja, alguém que ele não é. Não percebem que o filho tem uma identidade, valores e desejos diferentes e quando isso não é enxergado pelos pais, todo o comportamento é considerado invisível, imaturo. Digno de não ser levado a sério.
Você já passou por algo assim?

1- Falar e as pessoas de sua família te cortarem? Como se o que você diz não seja tão importante?
2- Ter que dizer sim, para não ter o desprazer de ficarem falando de você o resto da vida? Apenas para agradar pessoas que não aceitam não, como resposta?
3- Geralmente sempre é o culpado de tudo? Ou pior, sua personalidade é tida como infantil e sem muitos direitos, como de estar estressado, cansado ou qualquer outro sentimento?

Se sim, então você é vítima da síndrome do filho isolado. Uma teoria básica que eu criei, para quando seus pais não te aceitam do jeito que você é e insistem em te dizer coisas ruins para qualquer atitude que seja contrária ou que não gera concordância com eles.
O que eu quero dizer é que a culpa não é sua e nunca será. Seja quem você quiser ser. Ter uma identidade própria é um privilégio, em tempos de gente igual por todo canto.
Seja quem você quiser ser, por que a sua vida, é a sua vida. As suas escolhas, são as suas escolhas. Sempre terão pessoas que vão querer controlar isso, mas o que adianta se no final, quem vai ter que arcar com as consequências será você.
Nunca deixe de sonhar e não deixe que os outros façam isso por você.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Minhas gírias

Para uma pessoa que morou em diversos lugares desse Brasil, meu acervo de palavras é bem misturado. Em um dia eu sou totalmente paraense e no outro arranho um pouco de carioca e na maioria das vezes, eu estou falando um gauchesco.
As vezes isso é estranho até para mim, por que no meio da roda dos meus amigos, as pessoas me olham surpresos, quando eu lanço um "Baita" entre os "Éguas" do Pará. Enfim, eu não tenho sotaque, é tudo muito diversificado, segue aí minhas pérolas:


1 - Baita
2 - Bergamota (É um tipo de tangerina muito comum no sul, porém virou sinônimo de tangerina)
3 - Caraca maluco
4 - Mudando de assunto, tragicamente já mudando!
5 - Trágico
6 - É muito tenso
7 - ÉGUA e todas as suas variações
8 - Mas quando (Gírias do Pará)
9 - Pior...
10 - Pow meu (Muito paulista isso)
11 - Que mané o que
12 - Tá de caô né
13 - Bora!
14 - Deixa o bichinho ou coitado do bichinho (Sem distinção, pessoas e animais)
15 - Sai fora kkkkkkkkkkkkkkk
16 - Fuzarca que é uma gíria antiga para dizer bagunça
17 - Catota kkkkkkkkk (Significa meleca)
18 - É muito show!
19 - Visão do além (Quando vejo alguém muito feio ou estranho)
20 - Ninguém merece

É isso, galera! Se gostou da postagem, comente aqui embaixo se conhece alguma gíria da lista e compartilhe as suas. Não esquece de curtir a página do mundo ali ao lado -------> e de se inscrever no canal!
Beijos galáxicos!!!

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Dentro de mim - T01 E06 - A carta

TEMA DE ABERTURA - NX ZERO - CEDO OU TARDE


"No capítulo anterior, Caio resolveu voltar para a faculdade, mas chegando lá acaba tendo um desmaio por acreditar ter visto o espírito de Ana. Conversando com Rita e Cristiano, descobriu que o "espirito" na verdade é uma pessoa idêntica a sua falecida namorada. Também havia sido informado de que um colega dos tempos do colégio, Leonardo, estava frequentando muito a casa dos pais de Ana. Ao ficar pensando nisso, Caio achou um papel em sua mochila, um papel que havia caído das coisas de Leonardo, quando os dois se esbarram mais cedo naquele dia e, ao ler o papel, descobriu uma carta de Ana de mais de 10 anos."


Leonardo estava caminhando apressado pelos corredores, preocupado. Ele quase nunca levava o seu antigo caderno de estimação para a faculdade, pois havia nele muitas lembranças do ensino fundamental e médio. Porém, havia feio uma anotação importante e na pressa de ir para o trabalho, acabou o esquecendo na sala do professor. A faculdade estava vazia aquele horário, então não seria difícil pegar o professor desocupado. Entrou na sala de vidro e seguiu direto par ao gabinete.

__Professor? Nossa, que você que está aqui!
__Tu ficou preocupado pelo caderno, né?
__Sim, ele é muito importante para mim, tem muita anotação importante! - Leonardo passou os olhos em cima da mesa do professor, afim de encontrar o caderno.
__Aqui está! - Ele abriu a gaveta e tirou um caderno de capa dura verde, cheio de figurinhas de chicletes coladas. Estava tudo muito velho, porém ele ainda permanecia com aquele caderno mesmo depois de anos.
__Ahh muito obrigado, professor! - Leonardo ia saindo pela porta, quando o professor o impediu.
__Ah, Léo, tu podes levar esses documentos lá para a secretária? Sei que ainda não começou teu turno, mas seria bom levar logo, para organizar.
__Ah pode deixar, professor, faço isso agora mesmo!

Leonardo saiu da sala com um monte de documento na mão, sentou em uma cadeira para organizar as datas. Olhou para o seu caderno e o abriu e dentro da pasta de plástico que ficava grudada com o caderno, tirou um pedaço de papel rosa e releu. Era uma carta de Ana, dos tempos do ensino fundamental. Lembrou-se profundamente daquele dia. Leonardo sempre fora apaixonado por Ana e estava se preparando para se declarar para ela, naquela época e Caio era o único que sabia. Naquele dia, no fundamental, ele havia chego atrasado e pediu o caderno de Leonardo emprestado para copiar a matéria... Na hora do intervalo, Leonardo foi buscar um dinheiro que havia esquecido na sala e acidentalmente viu Ana colocar uma carta em seu caderno e naquele momento, percebeu que a menina, na verdade, gostava do seu amigo. Quando voltaram na hora do intervalo, Leonardo pegou o caderno de volta e se afastou de Caio, por que ficou com ciúmes e o amigo nunca entendeu por que ele tinha se afastado, porém Leonardo nunca deu a Caio, a carta de Ana. Até no presente dia, na faculdade, quando o professor pediu para que Leonardo levasse os documentos até a secretária.
O rapaz levantou da cadeira e colocou a carta rosa, dentro de um papel branco e colocou em uma folha aleatória no caderno se seguiu pelos corredores apressados, quando de repente, deu de cara com Caio. O susto foi grande. Mas ele não percebeu que a carta de Ana havia caído no chão e que a pessoa que não era para ter lido, acabou lendo.

Caio havia saído da faculdade, sua mente não conseguia digerir aquela carta. Será que aquilo era verdade? Pensou e pensou e repensou, acabou seguindo direto para a casa dos ex sogros. Depois de muito tempo, ele aparecera por lá e não sabia se isso era bom ou ruim. Se aproximando daquela casa verde que por tanto tempo ele havia frequentado, um aperto no peito foi intensificando. Parece que ele via a imagem de Ana em cima do muro pegando goiaba, da goiabeira que ficava do lado de sua casa. Em cada pedaço de terra, existia uma lembrança dela e que ele com muita dificuldade, tentava esquecer. Os pensamentos o cegaram por um instante e quando se deu conta, já estava em pé, na frente da porta da casa. Só restava tocar a campainha. Um ruído de assoalham se aproximava e com uma cara de espanto, a mãe de Ana abriu a porta rapidamente.

__Caio! - Ela o abraçou fortemente e ele não pode se conter, acabou derramando suas lágrimas mais uma vez.

Minha formação junto com o grande guerreiro, Daileon!

O início da minha batalha foi em fevereiro de 2014 e foram 4 anos de muito esforço e dedicação, porém em agosto desse ano, foram os 5 meses mais longos e exaustivos de toda a minha formação acadêmica. Foi o momento de dar forma ao chamado trabalho de conclusão de curso. Eu que achava lorota tudo que os meus colegas postavam sobre o TCC nas redes sociais, quando vivi e sobrevivi na pele a grande loucura que é fazer um artigo científico. Eu não estava sozinha, fiz com um grande amigo de faculdade, o Osvaldo. Nós nos demos bem e conseguimos nos entender e dar engate para o nosso trabalho.
Galera, não foi fácil, teve momentos que eu pensei em desistir, era tantos conceitos, tantos livros estranhos para ler e autores complexos, que mal dava para respirar. Então, eu levanta e respirava fundo e lia e relia quantas vezes fossem preciso, para poder entender e conseguir associar a teoria as nossas pesquisas. No final, conseguimos com grande persistência e bom humor, escrever um ótimo artigo, digno do 10 e digno de muitos elogios.


Não quero deixar este post muito longo, mas necessita colocar essa pequena ressalva. No princípio, quando escolheram nosso orientador, caiu para a gente um tal de professor Rui e eu e o Osvaldo procuramos saber quem é e descobrimos que ele era professor de moda. Ficamos encucados com isso, pois a gente era de comunicação social, por que caiu para gente um professor de moda? Logo nas primeiras orientações, conhecemos um homem bem vestido (claro, né, professor de moda) bem educado e bastante entusiasmado. Acredito eu, que foi um desafio para ele também. Quando passamos para as reuniões individuais que começamos realmente a dar forma para o trabalho, começamos a perceber o quão instruído era aquele professor e que sua formação não só ajudaria no nosso trabalho, como também nos abriria portas para entender um novo conceito que nós não temos no nosso curso de comunicação, que é o olhar antropologista, um olhar social. O nosso orientador foi uma surpresa em tanto para a nossa reta final e nós temos muito a agradecer a ele por todo o conhecimento, paciência e instrução. Eu não gostava nenhum pouco dessa parte de sociologia, mas a partir dessa experiência, até pensei em fazer uma pós baseada nisso.

No mais, só nos resta nossa cerimônia de formatura, pois nosso pequeno artigo, foi apenas o começo de outros bem maiores e bem mais científicos.