quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Dentro de mim - T01 E01 - Flashback (Continuação)

Ana chegou em casa e se jogou na cama, enquanto lembrava do beijo que Caio havia lhe dado. É claro que aquilo foi algo simples, mas tinha mexido demais com ela. O rapaz mais atlético do colégio e a nerd, parecia filme estadunidense.
Estava tão perdida nos pensamentos que deixou passar a primeira chamada do rapaz. Sentiu o celular vibrando de novo e rapidamente atendeu sem esperar um terceiro toque.


*Alô?
*E aí, chegou bem em casa? - Caio se sentia a vontade falando no telefone. Ainda mais por que morava um pouco longe de Ana.
*Sim e tu? 
*Acho que sim.
*Acha?
*É que eu não fiz direito algo que eu fiz contigo, na sala - Nesse momento, Ana ficou em silêncio no telefone. O coração batendo depressa e sem querer suspirou, o que fez o rapaz rir discretamente do outro lado da linha.
*O que foi? Ficou com vergonha? - Caio fez uma breve pausa.
*Não... É... Que... É que a ligação cortou, eu não escutei o que tu disse.
*Então vou repetir, eu disse que...
*Não, espera, eu tenho que desligar, minha mãe está chamando para o... Eu tenho que almoçar.
*Que?
*Tchau, Caio, a gente se vê amanhã!
*Não desliga, pera aí...
*Beijinhos - Antes que Caio pudesse falar alguma coisa, ela já tinha desligado o telefone. Ele sem entender muito, começou a rir sozinho no quarto e mal podia esperar para o dia seguinte. Já Ana estava nervosa só de pensar em vê-lo novamente.

A mãe se sentou e notou que Ana estava mais vermelha que o molho de tomate da lasanha quente que estava na mesa. Esbanjou um sorriso sarcástico e deu uma piscada para o marido, que também observava de rabo de olho para a filha. O irmão já comia o almoço sem prestar muita atenção no que estava acontecendo. Quando Ana percebeu que os pais estavam a olhando.

__O que foi? - Semicerrou os olhos.
__Aconteceu algo que eu e seu pai precisamos saber?
__Precisa acontecer algo?
__Ahh, então aconteceu - O pai concluiu rindo, enquanto se preparava para tomar um gole do suco de abacaxi.
__Não aconteceu nada. Por que o interrogatório?
__Ninha, quer uma espelho? Estais vermelha, minha filha - A mãe e o pai começaram a rir euforicamente, então o irmão dedurou.
__Eu vi a Ana e o Caio saírem juntos do colégio. Quase os últimos - Falava de boca cheia. Ana deu uma olhada mortal para o irmão. Isso não iria ficar barato.
__Sabia! Vocês dois iam ficar juntos um dia - A mãe bateu palmas enquanto ria.
__Isso não quer dizer nada. Dá pra pararem?
__Tudo bem, coma sua comida, mas cuidado para não confundir sua cara com o tomate - O pai ria descontroladamente - Entendeu? Tomate? - Continuava a rir, enquanto Ana não sabia onde enfiar o rosto. Tudo bem que ela já tinha 16 anos, mas aquilo era constrangedor. 

O dia seguinte parecia mais uma exame de sangue. Tenso. Ana e Rita seguiam caminhando devagar para o colégio, tão devagar que a amiga que era tão alta quanto um poste de luz, tropeçava em suas próprias pernas.

__Ana, eu sei que tu estais nervosa, mas andar devagar não vai fazer a gente não chegar lá - Ana baixou a cabeça sem falar nada - Amiga - Rita suspirou, parando na frente da moça e colocando as mãos nos ombros dela - Sei que tu nunca ficou com ninguém e sei que tu amas o Caio desde o fundamental. Mas olha, tens que chegar com atitude. O máximo que pode acontecer é vocês dois baterem os dentes ou sair saliva demais. 
__Saliva demais? - Ana fez uma careta.
__É, mas nada que a prática não possa tirar. Então se joga que beijo é bom demais - Rita continuou a andar, enquanto ria. Ela sempre fazia Ana se sentir melhor e mais relaxada. Eram amigas desde o fundamental e o mais legal era que as duas eram vizinhas.

As duas chegaram no colégio e nenhuma viu sinal de Caio pelas escadas ou corredores. Talvez ele estivesse na sala, já que as duas chegaram dez minutos atrasadas. Ana pensou que assim seria melhor, pois na sala, não teria muito tempo para conversar com o rapaz, já que o mesmo sentava do outro lado.
Chegando lá, para a surpresa das duas. Caio estava sentado na fileira que elas costumam sentar. A fileira perto da porta e encostada na parede. Na frente dele estava Miguel e ao lado, estava Leonardo. Ana quase fica estática na porta se não fosse o empurro de leve que Rita deu nela. As duas seguiram para a fileira e quando Ana pensou em sentar duas cadeiras atrás do rapaz, Rita correu e sentou primeiro. Sobrou a cadeira atrás dele e o mesmo a olhou sorrindo ironicamente. Algumas pessoas da sala ficaram rindo e perceberam a mudança, mas como a aula já havia começado. Ninguém falou nada.
A manhã passou devagar. As duas primeiras aulas foram de matemática, Caio não ficou de gracinha ou virando para trás para conversar, já que essa disciplina era o calo dele. O que futuramente pedia muita ajuda de Ana. Na hora do intervalo, Ana e Rita ficaram na goiabeira observando o treino dos meninos na quadra de futebol. Mais um momento em que os dois não puderam estar juntos ou conversar. Ao fim do treino, todos seguiram para o vestiário para se trocarem.
O sinal para o fim do intervalo havia tocado e todos seguiam para suas salas e eram mais duas aulas, só que de língua portuguesa. Algumas pessoas copiavam a matéria do quadro, enquanto o professor escrevia um resumo do que iria cair na prova. Outras escutavam música no celular com fones e poucas pessoas, dormiam. Caio escreveu um bilhetinho e passou para trás.


Hoje tu não escapará de mim x)
O.o como assim?
Me encontra na goiabeira no final da aula.
O que vai fazer?
Vai lá, ora hehehehe ]:)

Ana engoliu seco, mas sentiu o corpo esquentar e o coração acelerar. Passou o bilhetinho para Rita e a moça riu baixinho dando um tapinha no ombro da amiga e escreveu no mesmo bilhetinho.

Hoje tu não escapará de mim x)
O.o como assim?
Me encontra na goiabeira no final da aula.
O que vai fazer?
Vai lá, ora hehehehe ]:)

Rita diz: Vai que é tua, tafarrel kkkkkkk...

Ana riu baixinho e balançou a cabeça negativamente. De repente o sinal bateu e os colegas começaram a guardar suas coisas. Saindo desesperados como sempre. Rita se despediu de Ana e foi na frente tentando alcançar Miguel para fofocar. Caio também havia saído, provavelmente para esperar por ela. Leonardo foi o único que ficou e esperou a moça, puxando assunto.

__Você já vai, Ana?
__Ah, oi, Leo... Ainda não, tenho que passar umas anotações para o Caio.
__O Caio? Mas ele já foi - Leonardo apontou para a porta.
__Não, ele disse que ia pegar um livro na biblioteca - Ana tentou disfarçar enquanto fazia sinal para os dois irem embora.
__Ahh entendo, tudo bem. Então amanhã a gente se fala - Ele acenou e desceu as escadas primeiro - Ana esperou alguns minutos e desceu logo em seguida, achou estranho ele ter puxado assunto, já que de todos os amigos do Caio, Miguel era o único que falava com ela. Talvez o único que não fizesse parte do time de futebol, já que o rapaz era fascinado por culinária.
Ana chegou perto da goiabeira e não viu ninguém. Será que ele tinha ido embora? Sentou na cadeira de madeira ao redor da árvore e sentiu duas mãos quentes tampar seus olhos. Ela deu um largo sorriso e levantou rapidamente.

__Tu demorastes muito - Caio franziu a testa.
__Teu amigo que ficou me atrasando.
__Que amigo? O Miguel?
__Não, Leonardo - Ana olhou bem no fundo dos olhos dele.
__Estranho... Mas, queria muito estar contigo, quase não tivemos tempo hoje.
__A gente não teve - Ana riu, quando de repente Caio a puxou e lhe deu um abraço. Ana sentiu o coração dele pulsar mais rápido e corou.
__Sei que tu é tímida, eu também sou. Então vamos "Distimidar" juntos - Ele ria enquanto afastava Ana de seu peito. Colocou a mão esquerda na cintura dela, enquanto a mão direita repousou suavemente em sua bochecha. Se aproximou lentamente do rosto dela. Quando os lábios tocaram um no outro, Caio a puxou novamente para perto e sua mão esquerda acariciava as costas agora, enquanto a mão direita mexia suavemente nos cabelos dela. Ana ainda tinha o corpo duro, mas abraçou o rapaz com carinho. O movimento do beijo fazia a cabeça dançar, como se fossem embalados por uma valsa. Então se afastaram lentamente...


__Quer namorar comigo?
__Como tu é lento... - Ana riu e deu um beijo rápido em Caio, deixando-o com um sorriso largo no rosto. Naquele dia, começou a história de amor deles. Voltaram de mãos dadas, na certeza de que aquele momento jamais iria ser esquecido.



terça-feira, 15 de agosto de 2017

Blog série - Dentro de mim

Hoje é terça. Dia de blog série. A outra eu cancelei por motivos de falta de criatividade e distorção de história. Mas resolvi voltar com o quadro com uma nova história que eu já tinha escrito há um bom tempo. Eu lembro que até cheguei a escrever por aqui há alguns anos, mas acabei apagando as postagens e eu não lembro o por que.
Essa está finalizada. Não é uma história extensa e tem um enredo simples e romântico. Deixarei a sinopse dela e o primeiro capítulo. Espero que gostem...

Dentro de mim

Um ano depois de um evento trágico em sua vida, Caio retorna a sua vida acadêmica e tenta seguir em frente. Apesar de todos os seus amigos estarem em turmas diferentes. Esse é o momento de experimentar coisas novas e esquecer um pouco do passado. O problema é quando o passado insiste em bater em seu coração e ainda por cima lhe traz surpresas desagradáveis ou não.


Temporada 01 - Episódio 01 - Flashback

Era uma sexta feira muito quente para a entrada do outono, ou talvez só fosse o corpo de Ana que estava suando frio ao se preparar para entregar um bilhete para seu amor platônico, Caio. 
Ela não tinha coragem o suficiente. Esperou todos saírem da sala na hora do intervalo e colocou o papel dentro do livro do rapaz. A única pessoa que viu foi sua melhor amiga, Rita, que fez um sinal de positivo. Se Caio leu o bilhetinho, Ana nunca soube, pois no dia seguinte ele nem sequer a chamou ou comentou algo e ela simplesmente guardou aquele sentimento.
Seis anos depois, ambos no terceiro ano. Caio começou a apresentar sentimentos por Ana. A implicância era um sinal nítido de amor.


09 de fevereiro de 2008

Aquele antigo sinal de sirene, que incomodava até os mais surdos dos velhinhos, alertava para o início das aulas. Rita chamava Ana com as mãos, o professor já estava subindo as escadas.

__Por que demorou tanto? - Rita puxava o braço da melhor amiga.
__O Caio com as gracinhas dele, novamente! 
__Era só o que faltava ele estar afim de ti.
__Aí seria ironia do destino, já que ele fez o favor de me dar um toco.
__Do jeito que é implicante. Acredito mesmo - Rita esboçou um sorriso irônico e as duas correram para a sala.

O tempo sempre passava mais rápido pela manhã. Mas infelizmente isso não se aplicava as aulas de biologia, matéria que tanto Ana quanto Rita, detestavam. Em momento tão comum de distração, Ana se pegou observando Caio do outro lado da sala. Quem diria que ela ainda pudesse gostar dele, mesmo depois de tanto tempo.Continuava com o rosto de menino e o cabelo comprido, o que a fazia lembra do cantor Scott Stapp, vocalista de sua banda favorita.
Aquele olhar fixo foi encarado por outro. Desviou o olhar corada. Esperou alguns minutos e olhou discretamente novamente. Dessa vez Caio fez gestos para que ela o esperasse depois da aula e finalizou com uma piscada. Ela corou novamente. Nervosa, arrancou um pequeno pedaço de papel em silêncio e escreveu para Rita que estava sentada em sua frente.

Tu nem sabe. O Caio acabou de pedir para que eu o esperasse na sala :(
Como assim? :O
E agora? --'
Espera uai... Quer que eu fique escondida?
kkkkkk Tu é muito comédia. Atrás da goiabeira?
Atrás da goiabeira... :P

A campainha para o término da aula havia tocado, todos saíam com pressa depois de uma aula cansativa, todos exceto Ana e Caio que enrolaram um pouco mais. Rita foi na frente e ficou esperando atrás da goiabeira do pátio do colégio. Como havia combinado.

__Preciso falar algo contigo... - Disse Caio sem jeito.
__Tudo bem, vamos lá fora, na goiabeira - Ana caminhou até a porta, quando de repente sentiu algo puxar-lhe o braço rapidamente.
__Não, aqui é melhor - Disse o rapaz dando-lhe um beijo rápido e tímido. Ana ficou atônita e evitava olhar para os olhos castanhos escuros de Caio.
__Faz muito tempo que gosto de ti, mas eu não sabia como falar, até agora.
__Gosta de mim? Mas e a carta? - Ana de repente voltou a realidade e lembrou do seu amor unilateral durante anos.
__Que carta? - Caio olhou desconfiado
__Carta... É... Eu disse carta? Que carta? Deixa para lá - Deu uma risadinha para disfarçar e continou - Melhor irmos, o inspetor irá chegar logo.
__Espera...
__O que?
__Tu gosta de mim?
__Como tu é lento... - Ana saiu em disparada de tanta vergonha.


Caio observou a moça ir na frente. Ela realmente era uma pessoa exemplar. O cabelo ondulado e negro era inconfundível.  Além de ser a melhor aluna do colégio. Era quase difícil de acreditar que ela também gostava dele. Mal ele sabia que era durante anos. O corpo magro e fino como o de uma menina asiática o deixava atraído mais ainda. Se perdeu nos pensamentos quando foi interrompido por Miguel.

__Mano, tu estais bem? - O amigo abanava a mão no rosto do amigo para se certificar de que ele ainda estava enxergando.
__É claro que estou - Deu um tapa na mão de Miguel.
__Então por que tu ainda não saiu? Pow te esperei o maior tempão lá na goiabeira. Ainda levei um baita susto quando vi a doida da Rita agachada lá atrás.
__Rita? O que essa doida tava fazendo?
__E eu vou saber? Vamos logo... - Miguel fez sinal para Caio acompanhar...
__Pera aí, tu disse goiabeira? - De repente Caio soltou uma risada e lembrou que Ana havia dito para eles irem lá. Agora ele sabe o por que.
__Qual problema?
__Cara, a Rita queria fofocar, vai por mim...
__Sobre?
__Eu beijei a Ana.
__COMO ASSIM???? - Miguel parou na escadaria do colégio e arregalou os olhos.
__Para de ser escandaloso, tais pior que minha mãe - Caio fez o sinal de silêncio com as mãos.
__Até que enfim, pensei que fosse esperar vocês dois entrarem na faculdade para se declarar.
__Haha muito engraçado. Como se eu fosse um don juan da atualidade.
__Ah não? Então me explica as 3 gurias que tu ficou semana passada? - Miguel cruzou os braços ainda parado na escada.
__Eu não fiquei com 3 gurias, ta bom? Foi só uma...
__Faça-me rir - Miguel continuou descendo as escadas rindo alto que acabou chamando a atenção do inspetor.
__O que vocês dois estão fazendo aí? Já está quase na hora do turno da tarde entrar.
__Beleza, guto, estamos saindo.


O caminho de volta para casa foi silencioso. Ana estava calada e tímida. Mas Rita sabia que tinha acontecido alguma coisa e tentou quebrar o clima.

__Ele te beijou, não foi? - Rita respirou fundo e reuniu todas as suas forças de cara de pau para perguntar. Sabia que mesmo sendo tão amiga, Ana era muito tímida.
__Foi só um selinho, mas eu fiquei sem reação e tive que disfarçar a ponto de vir na frente de tão envergonhada.
__Você parece uma adolescente abobada - Rita começou a rir.
__Eu sou uma adolescente abobada, Rita. Meu primeiro beijo foi com o guri que eu mais gostei em toda a minha vida - Ana instintivamente colocou os dedos nos lábios.
__Estou feliz por você, amiga. Até que enfim, né? - Rita levantou os braços e comemorou chamando atenção de todos que passavam na rua.


Espero que gostem da postagem e dessa nova história. E não, ela não será cancelada kkkkk... Mas queria fazer esta pequena nota para informar que este primeiro capítulo é muito grande, então para não ficar uma postagem cansativa, irei dividi-lo em duas partes. É bem provável que eu poste ainda essa semana. Terça feira que vem é o capítulo 2 e segue a ordem das postagens como todos já conhecem...
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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Extração do siso

Quem nunca teve juízo que atire a primeira pedra, né? kkkkkk
Brincadeiras a parte. Quero relatar como foi minha experiência em extrair os meus queridos dentinhos molares.
Tudo começou com uma terça feira. Eu já acordei ansiosa e minha extração era de tarde. Almocei normalmente me despedindo temporariamente da comida sólida. Chegando lá, eu tive uma crise de pânico e não pude fazer na hora e tive que esperar uns 10 minutos até eu me acalmar. Passados os minutos lá fui eu para a cadeira da tortura.
O dentista que fez meu procedimento (buco maxilo) foi super atencioso e prático. Gente fina ele. Um dos melhores dentistas que fui na minha vida e me tranquilizou e fez com que eu confiasse nele...
Primeiro ele pede para você fazer um gargarejo com uma solução doce para higienizar a boca e depois que você cospe, ele higieniza seu rosto. Em seguida aplica a anestesia no lugar onde você vai extrair o dente (no meu caso, os sisos superiores). Depois disso, você não sente mais nada de dor, apenas força e pressão, que é o que o médico faz para arrancar o dente, fora isso, nada de nada.
Dependendo da posição do dente, a extração é rápida ou não. Os meus estavam fáceis, então foi rápido. Era para eu ter tirado os dois, mas, eu passei mal e tirei só 1. Antes 1 do que nenhum né...


Como foi para mim: Foi traumatizante.
A sensação da anestesia é muito ruim e incômoda. Por que além da sua boca ficar dormente, a sua cara inteira fica também. Olho meio puxado como se tivesse cola neles, parte do nariz dormente. Língua e lábios superiores. Porém o que mais me deixou desesperada, foi o céu da boca que ficou duro, como se tivesse todo tempo saliva na boca e isso fez eu ter muita ânsia de vômito. Acho que a anestesia afetou meus olhos também, por que eu fiquei muito tonta, com a visão toda embaralhada e foi por isso que eu pedi para pararem e remarquei a outra extração. Sai do consultório grogue, mas estava falando e raciocinando um pouco.
Eu estava preparada para o pior depois do procedimento e pelo menos 1 dia depois, nada de dor e inchaço. Até achei estranho... Mas estou bem e espero que daqui há 7 dias que é quando eu for tirar os pontos, esteja tudo bem, também.
A dieta é pastosa e fria. Nada de coisa quente pelo menos por 3 dias depois da cirurgia. A vida não é fácil kkkkk... Nada de pegar sol. Muito gelo no rosto, mesmo que você não note inchaço ou não tenha dor e bastante água. Para se recuperar mais rápido.
Se você em breve vai extrair siso, lembre que cada organismo é diferente do outro. Talvez o que foi traumatizante para mim, pode não ser para você. Só que tenha em mente, fique tranquilo. Quanto ansioso ou nervoso estiver, pior será. Confie no profissional que fará o procedimento e ore sempre pedindo proteção a Deus para que tudo dê certo. No mais, boa sorte, tudo na vida passa... Até os famigerados sisos.
E eu... Acabei de passar por isso... Só que não... Faltam mais 3 (trágico).


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terça-feira, 1 de agosto de 2017

Oração do silêncio


Há muito tempo quando eu pertencia a banda da igreja, vivenciei uma situação no mínimo engraçada e constrangedora. Era uma banda novata, feita apenas de jovens. Na época eu não entrei como instrumentista e sim como cantora (Trágico) e estava indo tudo bem, quando chegou no momento da comunhão. Cantamos a música e por fim, chegou o pós comunhão, quando todos ficam sentados orando em silêncio naquela paz que é a casa de Deus. 
Mas nesse dia, o padre fez sinal para nós tocarmos uma música de pós comunhão. Eu até que sabia tocar uma, mas sem o teclado, não tinha como eu engatar a música e o desfecho foi esse, todo mundo olhando um para cara do outro, sem música nenhuma. Daí o padre prosseguiu... Acho que ele ficou incomodado. Nunca saberei...
Contei essa experiência para explicar o por que eu criei a música "oração do silêncio" justamente para ter em mente, mesmo que a capela, uma música pós comunhão. O problema é que quando a compus, eu estava triste e acho que ela saiu um pouco tétrica demais, por isso nunca quis cantá-la no pós comunhão. Então deixo aqui para vocês ouvirem e tirarem suas próprias conclusões kkkkkkk...
A propósito, ela não tem nem dois minutos e como eu não sou muito boa no violão, saiu bem desafinado. Fora que a qualidade do áudio está a minha cara: Polly pobretona kkkkkkkkkk... No mais, dá para ouvir.

video

Letra:

Ôooo... Ôooo... Ôooo... Ôooo... (2x)

Em silêncio estarei, sentado ficarei
pensamentos entoarei que ecoarão do coração.
Tão sublime momento, meu e seu
ao receber ao comunhão, entrego a ti, minha oração.
Brisa suave, paz interior, graça e louvor
chama do amor, minha alma, se abriga no Senhor.


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Beijos galaxicos!