quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Palavras já não podem demonstrar o que eu sinto, não podem sequer detalhar os sentimentos como antes costumava ser. Estamos rezando por você pai, até o fim... E acredite, eu vejo a luz, eu ainda posso ver, embora pareça distante.



Era engraçado quando você chegava em casa e eu falava "Papai chegou" e isso se perdeu com o tempo. Eu sinto falta disso e sentirei sempre que olhar para você. Não há nada que me machuque mais que te ver triste ou chateado com alguma coisa. Mesmo que ninguém me leve a sério, me escute, pelo menos finja. Quem é que vai me pedir ajuda com as cifras? Quem é que vai me ensinar violão?
Não vai embora pai...

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Nota

Consegui uma melodia para minha música, a "meio amargo" eu tinha postado ela aqui já tem um tempo... Pois então, estou editando para poder postá-la por aqui. Mas já tem melodia :D
Tom: C maior ;)

beijos...

domingo, 27 de janeiro de 2013

Seu olhar

Eu vejo seu olhar cansado, eu vejo as circunstâncias te ferindo aos poucos, eu vejo sua dor, eu posso sentir sua angústia, mas isso não muda o fato, de que eu não posso fazer nada.
Eu vejo seu corpo sem forças, sem forças para prosseguir, eu vejo sua fé distante. Eu não estou preparada ainda pai, eu ainda não estou preparada para te ver partir... Será que tudo isso é uma provação?
Me desculpa se não passei em nenhuma faculdade, me desculpa se as vezes eu fico calada, me desculpe por não poder fazer nada. Eu não quero chorar na sua frente, eu não quero ter que te dizer "adeus". Para de ser teimoso, cuida da sua saúde...
Você ainda tem muito que viver, você ainda tem que me ver cheia de ovos e coloral, tem que ver meus livros publicados, minhas músicas sendo tocadas na igreja. Você ainda tem que ver muitas coisas. Não me deixa aqui pai.
Eu já não sei o que fazer... Isso dói tanto.
Seu olhar me entristece, já não é mais cheio de vida. Você tem que parar de ser pessimista, isso só vai fazer a doença progredir, apenas mais um pouco.


E eu te amo... Eternamente.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Humanismo - Velho da horta

Gostaria de escrever um pouco sobre o humanismo (não sei por que) afinal, mundo caótico, não?

Homem vitruviano, Leonardo da vinci

O homem vitruviano é uma das mais famosas obras do renascimento, que simboliza uma característica bem marcante, o antropocentrismo.
Humanismo e renascimento andam de mãos dadas. Pois o primeiro, determina uma transição entre medieval e o segundo. Essa filosofia, baseia-se e um conjunto de ideais e princípios que valorizam as ações humanas e valores morais (respeito, justiça, honra, amor, liberdade, solidariedade, etc). Para os humanistas, os seres humanos são os responsáveis pela criação e desenvolvimento destes valores. Desta forma, o pensamento humanista entra em contradição com o pensamento religioso que afirma que Deus é o criador destes valores.
Irei falar mais precisamente do humanismo literário, na qual destaca-se o Gil Vicente com sua obra 'O velho da horta'.
Basicamento, o Humanismo foi um movimento intelectual italiano do final do século XIII que irradiou-se para quase toda a Europa, isto porque, após a queda de Constantinopla em 1453, muitos intelectuais gregos (professores, religiosos e artistas) refugiaram-se na Itália e começaram a difundir uma nova visão de mundo, mais antropocêntrica, indo de encontro à visão teocêntrica medieval. Entre as principais ideias humanistas estavam:
  • retomada da cultura antiga, através do estudo e imitação dos poetas e filósofos greco-latinos;
  • revalorização da filosofia de Platão, especialmente no que diz respeito à distinção entre o amor espiritual e o carnal - neoplatonismo;
  • crítica à hierarquia medieval, o homem reivindicando para si uma posição de destaque no Universo - não aceitação passiva das imposições místicas difundidas na ideia de destino;
  • bifrontismo, coexistência de características medievais (feudalismo, teocentrismo) e renascentistas (mercantilismo, antropocentrismo, pragmatismo burguês).

GIL VICENTE E A FARSA: O VELHO DA HORTA







Um senhor de idade (velho), casado e pai de quatro filhas, tinha uma horta, na qual todo dia ficava olhando e esperando algum freguês. Em um belo dia, o velhote estava observando sua horta enquanto rezava ("Pater noster criador, Qui es in coelis, poderoso"), estava lá para trabalhar por que seu hortelão (preguiçoso) não estava lá para ajudá-lo, foi nesse momento, que entra na tenda, uma bela moça...

Pequeno trecho

"Velho — Senhora, benza-vos Deus, (Moça, seja abençoada)
Moça — Deus vos mantenha, senhor. (Deus o mantenha, senhor)(e com formol ainda kkkkk)
Velho — Onde se criou tal flor? Eu diria que nos céus. (Nossa, da onde a frôr de formusa veio? Do céu?)
Moça — Mas no chão. (Do chão mesmo) (Velho enxerido)
Velho — Pois damas se acharão que não são vosso sapato! (Nenhuma gatinha chega aos seu pés moça)
Moça — Ai! Como isso é tão vão, e como as lisonjas são de barato! (Isso não importa e essas cantadas de pedreiro?)
Velho — Que buscais vós cá, donzela, senhora, meu coração? (O que veio fazer aqui, meu docinho? Meu coração, hã?)(piscadinha marota)
Moça — Vinha ao vosso hortelão, por cheiros para a panela." (Vim na sua horta para comprar verduras para o almoço, velho doido).

Depois de longas cantadas do velho para moça, a mesma foi colher o cheiro verde e a cebolinha, cantando.
E depois que colheu o que precisava, retornou ao velho.


Pequeno trecho





"Moça: Eis aqui o que colhi; vede o que vos hei de dar. (Pronto, vê quanto é!)
Velho — Que me haveis vós de pagar, pois que me levais a mi? Oh coitado! Que
amor me tem entregado e em vosso poder me fino, como pássaro em mão dado de
um menino! (O que irá me pagar? Coitado de mim, você só precisa me entregar seu amor)
Moça — Senhor, com vossa mercê. (Senhor, por favor)
Velho — Por eu não ficar sem a vossa, queria de vós uma rosa. (Me dá uma rosa então, para eu não fica sem você)
Moça —Uma rosa? Para que? (Rosa?? Por que?)
Velho: Porque são colhidas de vossa mão, deixar-me-eis alguma vida, não
isente de paixão mas será consolação na partida. (Para me consolar sabe? Já que você irá partir)
Moça — Isso é por me deter, Ora tomai, e acabar! (Isso é para me torrar a paciência, ora, acabe logo com isso)
O velho então pegou na mão da moça e ela disse:
Jesus! E quereis brincar? Que galante e que prazer! (Jesus, esse velho quer tirar uma com a minha cara, pensa que é galante)
Velho — Já me deixais? Eu não vos esqueço mais e nem fico só comigo. Oh
martírios infernais! Não sei por que me matais, nem o que digo." (Já vai? Não me esquecerei de ti bombonzinho... Oh Inferno, por que faz isso comigo?)

Então, entra em cena o hortelão ou o parvo para chamar o velho, pois a sua esposa tinha feito a janta e o marido estava aidna na horta até tarde.
Eles discutem... Então a mulher bem com o rolo de macarrão atrás do marido e os dois traçam um diálogo.

"Mulher: Hui! Que sina desastrada! Fernandeanes, que é isto? (ME TRAINDO SEU FERNANDEANES?)
Velho — Oh pesar do anticristo. Oh velha destemperada! Vistes ora? (Oh dragão, mulher, sabe de alguma coisa?)
Mulher — E esta dama onde mora? Hui! Infeliz dos meus dias! Vinde jantar em má
hora: por que vos meter agora em musiquias? (Onde a sirigaita mora? Infeliz dos meus dias... Você veio conversar em um hora ruim)
Velho — Pelo corpo de São Roque, vai para o demo a gulosa! (Por São Roque, vai para o inferno sua velha assustadora)
Mulher – Quem vos pôs aí essa rosa? Má forca que vos enforque! (Para quem foi a rosa? Me diz seu assanhado! Que a forca te enforquem velho tarado)
Velho — Não maçar! Fareis bem de vos tornar porque estou tão sem sentido; não
cureis de me falar, que não se pode evitar ser perdido! (Me deixa... Vou tomar algo por que estou pertubado)
Mulher — Agora com ervas novas vos tornastes garanhão!... (Uhum... Agora quer ser garanhão com a horta?)
Velho — Não sei que é, nem que não, que hei de vir a fazer trovas. (Não sei, velha chata, mas irei fazer canções agora)
Mulher — Que peçonha! Havei, infeliz, vergonha ao cabo de sessenta anos, que
sondes vós carantonha. (Sua cobra, tem vergonha na cara, um velho de 70 anos cantando)
Velho — Amores de quem me sonha tantos danos! (Cantar para minha moça que me faz sonhar)
Mulher — Já vós estais em idade de mudardes os costumes. (Já tem idade para se ajeitar)
Velho — Pois que me pedis ciúmes, eu vo-los farei de verdade. (Já que tá com ciúmes, falarei a verdade)
Mulher — Olhai a peça! (Sei...)
Velho — Que o demo em nada me empeça, senão morrer de namorado. (Que nada me impeça, quero morrer apaixonado)
Mulher — Está a cair da tripeça e tem rosa na cabeça e embeiçado!... (Vai cair do cavalo, tem rosa na cabeça mas está todo acabado)
Velho — Deixar-me ser namorado, porque o sou muito em extremo! (Me deixa apaixonado, sua velha mexeriqueira, por que sou muito romântico)
Mulher — Mas vos tome inda o demo, se vos já não tem tomado! (Vai par ao inferno)
Velho — Dona torta, acertar por esta porta, Velha mal-aventurada! Saia, infeliz ,
desta horta! (Sai daqui sua velha enrrugada, saia da minha horta)
Mulher — Hui, meu Deus, que serei morta, ou espancada! (Ai que meda, vai me matar ou me espancar!)
Velho — Estas velhas são pecados, Santa Maria vai com a praga! Quanto mais
homem as afaga, tanto mais são endiabradas!" (Esta velha é uma praga, quanto mais a gente da carinho, mas endiabradas são, eu hein...)"

O velho começa a cantar, lamentar praticamente, por que a moça foi embora... E ouvindo sua cantoria, entra um alcoviteira, Branca Gil, na horta do velho e propõe que ela conseguiria o amor da vida dele em troca de dinheiro. A alcoviteira faz uma ladainha a todos o santos e santas, na intenção de trazer a moça para o velho, mas no fundo, ela era uma farsante e só queria estorquir o velhinho.

"Alcoviteira — Sus! Nome de Jesus Cristo! Olhai-me pela cestinha. (Senhor, em nome de Jesus, olha minha macumba)
Velho —Tornai logo, fada minha, que eu pagarei bem isto. (Vai logo, empregada, que eu pago bem)
 

Vai-se a Alcoviteira, e fica o Velho tangendo e cantando a cantiga seguinte:
 

"Pues tengo razón, señora,
Razón es que me laa oiga!
Vem a Alcoviteira e diz o Velho
Venhais em boa hora, amiga!"


 Depois de levar todo o dinheiro do velho, a alcoviteira vai presa por um alcaide com quatro beleguins (Policia e seus soldados). E a moça, na qual o velho se apaixonou, se casou mais tarde com um rapaz.
No desfecho da história, o velho encontra uma mocinha em sua horta e ao ver tamanha tristeza, traça um diálogo com o velho.

Mocinha: Vedes aqui o dinheiro? Manda-me cá minha tia, que, assim como no outro
dia, lhe mandeis a couve e o cheiro. Está pasmado? ( Está vendo o dinheiro? Minha tia me mandou aqui para pegar o couve e o cheiro verde, como nos outros dias...Está triste?)
Velho — Mas estou desatinado. (Estou desolado...)
Mocinha — Estais doente, ou que haveis? (Está doente? O que houve?)
Velho — Ai! Não sei! Desconsolado, que nasci desventurado! (Ahh, não sei, estou desconsolado, nasci com azar)
Mocinha — Não choreis! Mais mal fadada vai aquela! (Não chore, pobre senhor, ela já foi castigada)
Velho — Quem?
Mocinha — Branca Gil.
Velho — Como?

Mocinha — Com cem açoites no lombo, uma carocha por capela, e atenção! Leva
tão bom coração, como se fosse em folia. Que pancadas que lhe dão! E o triste do
pregão – porque dizia:
“Por mui grande alcoviteira e para sempre degredada”, vai tão desavergonhada,
como ia a feiticeira. E, quando estava, uma moça que passava na rua, para ir casar,
e a coitada que chegava a folia começava de cantar:
“uma moça tão formosa que vivia ali à Sé...” (Foi castigada com muita chicotada)
Velho — Oh coitado! A minha é! (Eita)
Mocinha — Agora, má hora e vossa! Vossa é a treva. Mas ela o noivo leva. Vai tão
leda, tão contente, uns cabelos como Eva; por certo que não se atreva toda a gente!
O Noivo, moço polido, não tirava os olhos dela, e ela dele. Oh que estrela! É ele um
par bem escolhido! (E a moça, ela casou-se, está de bem com a vida agora, com um jovem moreno, alto, bonito e sensual)
Velho — Ó roubado, da vaidade enganado, da vida e da fazenda! Ó velho, siso
enleado! Quem te meteu desastrado em tal contenda? Se os jovens amores, os mais
têm fins desastrados, que farão as cãs lançadas no conto dos amadores? Que
sentias, triste velho, em fim dos dias? Se a ti mesmo contemplaras, souberas que
não vias, e acertaras. Quero-me ir buscar a morte, pois que tanto mal busquei. Quatro filhas que
criei eu as pus em pobre sorte. Vou morrer. Elas hão de padecer, porque não lhe
deixo nada; da quantia riqueza e haver fui sem razão despender, mal gastada.


E assim termina a farsa 'O velho da horta' - O velho foi roubado, ficou falido, desolado por causa do amor, esperava apenas pela morte, enquanto deixava suas quatro filhas sem nada.





segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Always

Ontem eu tive um sonho, sonhei que estava morrendo e a partir disso fiquei pensando, quando a dor se tornou parte de mim?
Já não sinto dor e nem tristeza, já não tenho medo das feridas e cicatrizes que me rodeiam. Eu pensava que não iria achar uma bóia, mas achei. Ela me levou até a cidade, onde eu construirei minha própria muralha. Já chega de correr atrás da borboleta, já chega de se fazer de vítima. Me pergunte e eu responderei, só não me culpe com a resposta que irei dar.
Eu fico melhor assim, endurecida. Pois sentimentos são como partículas alfa, em grandes quantidades, destroem as células... Destroem você.
Não, nada de lágrimas, meus olhos já estão velhos para chorar... E as cores estão desbotando aos poucos, a medida que eu vivo, que eu respiro, que eu sinto.
Esperar faz bem, porém fazer alguém esperar, de vez em quando, é melhor ainda. Nem todo mundo tem a capacidade de esperar... Por isso é sempre bom tirarmos um prova básica.
Sim, eu irei pensar em mim... Nada de autopiedade. Todos merecem ser feliz, até eu.





"(Quando isto começou)

Eu não tinha nada a dizer
E eu me perdi no nada dentro de mim
(Eu estava confuso)
E eu deixo tudo isso sair para descobrir
Que não sou a única pessoa com essas coisas em mente

(Dentro de mim)
Mas todo o vazio que as palavras revelaram
É a única coisa real que me resta para sentir
(Nada a perder)
Simplesmente preso, vazio e sozinho
E a culpa é toda minha, e a culpa é toda minha

Eu quero me curar, eu quero sentir
O que eu achei que nunca fosse real
Eu quero deixar ir essa dor que segurei por tanto tempo
(Apagar toda a dor até que ela se acabe)
Eu quero me curar, eu quero sentir
Como se estivesse perto de algo real
Eu quero achar algo que eu sempre quis
Algum lugar ao qual eu pertença"


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Continue a nadar...

... Ei peixinho, continue a nadar, continue a nadar. Eu sei, é difícil contra a correnteza, mas persista. Você não irá afundar, só precisa seguir. Você não afundará.
Eu apaguei um chance de recomeço, por que simplesmente não ouvi meu coração. Espero que, minha nova tentativa não seja rejeitada.
Já se passou um semana desde o listão do vestibular e eu aqui esperando pela outra. Não sei se irei passar, já não me importo. Minha costa parece já não doer a cada chicotada. Isso só vai passar, quando eu passar em alguma coisa.


... Passar.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Refúgio

"Eu sei que me enganei vivendo num mundo que criei, sei que eu errei com alucinações vãs. Me embriaguei.
Sinto muita dor vontade de chorar e o mundo que eu amei, não vai me ajudar, preciso de alguém, vem me consolar. Eu sei que podes me ouvir, pros teus braços quero fugir. Nos teus braços, encontrei abrigo, o carinho e o consolo que eu procurei. Dos seus planos pra mim, eu fiz sonhos, o perigo se foi, o mundo que eu criei. Nao pôde me ajudar quando precisei, não quero mais voltar ao mundo que eu criei"

sábado, 5 de janeiro de 2013

Mensagem online

Quer mandar uma mensagem para aquele amigo ou aquela pessoa especial?
É só pedir para ela entrar em um link :D
encontrei esse site muito interessante e ao mesmo tempo estranho, zanzando pela internet kkkkkkkkk
(Estou melhor, desde o último post que fiz... Nada que uma conversa sincera e profunda com Deus)

Este é o site Big - ass message
Nele, irá aparecer uma caixa, lá você digita a frase e tal e ao lado, você escolhe um efeito (Alerta para o efeito "magic" - ele dói a vista)

Ao fim, você clica em save e copia a URL e manda para quem quiser... kkkkkkkkkkk
Boa sorte e é isso...

Exemplo: bigassmessage.com/dc8cb

Sonhos se vão

Ontem comprei uma casa, limpei o meu cofre, mas é um lugar na qual eu posso viver em paz, longe de qualquer dor.
Mercúrio não me parece muito habitável, mas é por lá que eu quero residir. Sem vizinhos, sem bichos, sem ar...
Mais um ano e os sonhos se vão, é quase impossível não ficar triste. Eu sei, eu não fiz por merecer. Mas 2012 foi o ano que eu mais chorei e tive que encarar a verdade. Doeu demais.
Agora me sinto perdida no meio do mar, sem destino algum, á deriva. Perdida nas profundezas obscuras da minha própria alma. Não sei se conseguirei sair, eu não... Quero sair.
Cheia de problemas, entupida de sentimentos ruins... Deus! Por que não vem ao meu encontro? Tira de mim essas angústias... Eu te súplico... Oh! Deus...
Me jogaram em um abismo de plantas espinhosas, meu sangue escorre, porém não sinto dor... Não mais. Devo esperar pelo fim? Ou devo prosseguir, mesmo machucada? Como devo seguir?
Oh Deus...

Eu só queria este sonho... Como eu pude ficar para trás novamente? Ele foi e eu fiquei. Eu não quero ficar aqui sozinha... Não sou forte o bastante. Eu preciso seguir... Antes que seja tarde.
O que mudaria minha vida acaba de se esvair da minha mão... Meus problemas se agravaram e eu não sei o que será de mim de agora em diante. Eu só preciso dormir e não acordar tão cedo.
Chora, chora, chora pelo perdão, Senhor, me ajuda... Ouve minha imensa dor, quase que exalando do meu coração. Tira essa carga da minha alma, descongestiona minha mente... Só tenho a ti... Só tenho a você.
Perdoa minhas fraquezas, perdoa minha falta de direção...
Tira, tira, tira toda essa carga...
Desamarra meus braços
tire a venda dos meus olhos
tira essa agonia por favor...






Afasta de mim, tudo aquilo que me bloqueia...

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

2012- "última postagem do ano"

O ano de 2012 foi algo que eu possa dizer, surpreendente. Farei um resumo de como foi... Essa, era para ser a última postagem do ano, porém, não tive tempo de escrever. Mas vale como a última, por que a escrevi ontem kkkk e só continuei hoje.
Enfim...
No ano de 2012, como havia mencionado acima, foi surpreendente. Fiz cursinho novamente, no mesmo colégio e no mesmo turno, estava difícil para eu fazer de novo. A mesma sala, a mesma cadeira. Ruim, ter que passar pela mesma coisa, é claro que, não havia as mesmas pessoas, algumas do ano retrasado, mas maior parte era até então, desconhecida.
Conheci uma menina, uma grande amiga nesse ano... Sofri muitas coisas, tanto no colégio, quanto em casa. Muitas pessoas gostaram de mim e outras me detestaram ou me invejaram. Tudo que me ocorreu foi dolorido, chorei, perdi e ganhei muitos coisas e boa parte delas, devo a essa menina... Por que sem ela não consegueria. Ela me deu forças para conquistar tudo o que eu não tinha coragem de fazer e eu nunca vou esquecer das coisas que fiz acidentalmente para ela, na tentativa de ajudá-la.
Nada do que eu fale, mudará o que passou, mas sei que no fundo, as marcas de ontem, desapareceram no amanhecer... As lembranças ficam, mas sempre tem como recomeçar.
Conheci muitas pessoas, na qual eu sorri bastante. Matei aula... Coisa que nunca fiz na minha vida. Senti raiva de certas pessoas por terem acendido o estopim da bomba. 
Passei por momentos bem tristes, junto de um, até então, inusitado amigo... Eu nunca iria imaginar que fosse conhecê-lo... 
Fiz as provas do vestibular de novo e nelas, eu me saí melhor que ano retrasado. Aguardando agora...
E por último, conheci alguém que  mudaria minha vida... Alguém que me fez sentir verdadeiramente o amor, alguém que iria conseguir o que ninguém conseguiu antes... Meu coração.
Ele que me deu as forças que eu precisava para continuar, que me deu um ombro amigo nos momentos que eu chorei e que me ama do jeito que eu sou.
Espero que nesse novo ano, coisas boas aconteçam e que a paz reine no coração de todos...


31 de dezembro de 2012