sábado, 10 de agosto de 2013

Inimigo íntimo / 5º dia com o omepramix

Quantas vezes terei que lutar contra esse outro eu dentro de mim? O eu orgulhoso e cheio de dúvidas sobre a vida, o eu egoísta e sem sentimento algum. Como eu posso ser duas coisas ao mesmo tempo? Como eu posso mudar isso? Se nem eu consigo entender determinadas atitudes?
Por que temer em fazer algo que no fundo eu quero de verdade? Por que minhas mãos não fazem quando eu mando, o que me impede? Eu mesma... Mas por que? Por que eu me impeço de fazer coisas que eu quero fazer?
Eu não estou doente, eu ficarei se não largar meus pensamentos e deixar que o coração comande por uns tempos. Coração e razão não se dão bem, em mim isso é um caos, eu tento equilibrar, mas a porcaria da razão sempre fala mais alto.
Eu preciso achar um machado e quebrar as paredes, as muralhas que me rodeiam, só assim eu vou poder dizer as palavras que eu sempre quis dizer para minha mãe, para meu pai e ele.
Que apesar de tudo que eu sou, de tudo que eu falo sobre eles, que a gente briga. Meu lugar, talvez, não seja aqui, mas é o lugar que eu me sinto bem. Talvez o amor que eu sinto seja maior do que o dos meus irmãos, por que o medo da rejeição é tão forte e isso me faz correr incansavelmente atrás da cura para demonstrar tudo que eu sinto, enquanto é tempo. Eu vou morrer, um dia, mas teoricamente, eles vão primeiro. E o que poderia ser mais assombroso, ver alguém partir, sem nunca ter falado nada de carinhoso?
Não me lembro de quando eu era criança, ter dito estas coisas, eu apenas demonstrava, fazia meus desenhos e colava na parede da sala, da cozinha, fazia meus pais de massinha e deixava em cima da estante. Mas nunca disse... Mãe, pai... Jadson... Amo vocês.
Quando eu saio de casa, eu tenho a constante vontade de ligar e dizer onde estou, para não deixar ninguém preocupado (não que vá acontecer alguma coisa) e para escutar a voz. Esse apego, essa necessidade de estar todo tempo perto de alguém é ruim, por que nem sempre estarei com eles, uma hora eu estarei sozinha, para seguir e eu não sei se estou preparada.
Eu sou meu próprio inimigo, tenho que lutar contra mim mesmo, todos os dia. Evitando pensamentos, respirando fundo, apenas viver normalmente, sem perder tempo preocupada se estou com alguma doença. As vezes me isolo para pensar, as vezes respondo as pessoas só por responder, fingindo estar interagindo em uma conversa, quando meus pensamentos estão se solidificando em minha cabeça, deixando o que deve ser feito hoje, para depois. Para eu estar preparada, com meus textos em minha cabeça, prontos para serem escritos, lidos e entendidos. Minha mãe vive brigando comigo, por que eu não decido as coisas na hora e depois, quando decido, ela fica surpresa quando digo que não, por que, e que dá próxima eu vou. Uma vontade e uma não vontade, beiram nas minhas decisões. Do que eu tenho medo? Será que tenho preguiça de viver alguma coisa? Que merda... Por que eu sou assim? Será mesmo que só eu posso responder essas questões? Será que alguém pode me ajudar?
Vou no psicólogo novamente, na próxima quarta, e seja o que Deus quiser... Equilíbrio e orientação, equilíbrio e orientação, Equilíbrio e orientação.
Cometi o mesmo erro de novo, como isso é possível? Que mania de achar que vai ser melhor fugir das coisas. O que eu vou fazer, agora... Alguém me disse que eu jogo tudo para debaixo do tapete. De tão preguiçosa que eu sou, tenho que limpá-lo e jogar tudo fora, exceto o que realmente importa. Jogar fora, inclusive o tapete.

5º dia com o omepramix... Bem, os sintomas ainda reinam (infelizmente) - enjoo e diarréia. Faltam dois dias para essa inhaca acabar. E eu estarei na segunda feira com um sorriso de polo a polo.

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