quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Arcaica

Hoje me dei conta de que sou rígida demais comigo, tenho pensamentos tão ultrapassados que até a  minha mãe riu de mim...Acho que devo mudar meus pensamentos, realmente, não faz sentindo ficar julgando minha cunhada só por que ela não é mais "pura" e meu pai tem razão, é o sonho de toda mulher casar de branco, acho que é uma questão de simbolismo, o que importa é a felicidade dela... Deixa ela casar mesmo de branco... É uma tradição. Como diz meu mamigo Eder, é até estranho né, ela entrar de vestido de outra cor, seria muita indiscrição... Até por que, certamente que na concepção atual, os dogmas e os costumes da igreja já não servem mais...
Eu vivo nesse dilema, ou melhor, vivo nesse conflito dentro de mim, se é certo ou não o sexo antes do casamento. Não sei "deixar acontecer" eu penso nas coisas, eu me importo, eu só quero depois do casamento pelo fato de ser o "certo" entende? Pelo fato de eu ter pensamentos arcaicos, por ser de peso ético.
Fiquei pensando a manhã inteira sobre isso e é algo que está presente, eu não sei nem como chegar nesse assunto com minha mãe, não me sinto a vontade. Por que sou meio contraditória, não sou teimosa. Sei admitir quando os outros teem razão, não que eu seja a errada, não, não, é minha opnião. "Tudo temos que respeitar, mas não aceitar" - Alguém me disse.
Não sei dizer se tenho ou não vontade, é estranho demais... Tudo se resume ao moral. Não é mudar, entende? Tipo, ser liberal. Mas ser mais flexível (Sou um pouco em determinados assuntos).
Meus pais estão atualizados com o mundo e eu também, mas não aceito. Tenho certeza que se eu aparecesse dizendo que não sou mais virgem para eles, "a cobra ia fumar".
Não sou uma filha, sou a mãe... Digamos. Sou tão séria, tão "museu" que as vezes sou motivo de piada para meus pais... As vezes eu assusto a mim mesma, por que sou nova demais para agir assim.  


Eu devo reavaliar meu modo de agir e pensar... Talvez falar menos e escutar mais, fico melhor assim e não faço mal a ninguém... Ser quem eu realmente sou, alguém reservado o bastante para conservar o meu "eu" do mundo.
É isso... Estou em um barco sem remos. Mas encontrarei uma bóia.

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