sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Burn

Boa tarde, queridos caotinhos, faz tempo que não posto nada. A verdade é que não tive tanto tempo e também fui sufocada por muitos problemas que me afastaram um pouco.
Deixo um poema...

Olho da janela, os pingos de chuva
o vidro reflete os meus olhos e os pingos se transformam em lágrimas
o coração deveria bater
a boca deveria sorrir
o nariz deveria respirar
mas há algum tempo, tudo isso deixou de funcionar
por que eu não sei
mas algo em mim se foi... Para nunca mais voltar.
Deveria ser um verão mágico
mas nenhuma flor floresceu
e o inverno dos meus dias, chegaram mais cedo
um poema com versos ocos é o que eu escrevo
reflexo de uma alma doente
não vejo saída, a não ser soltar o que eu seguro montanha abaixo
uma dor corriqueira mas estranha ao mesmo tempo.
E eu afundo em solidão
mas meus sonhos não são tão vazios
como minha consciência faz parecer
há um ponto de luz lá no fundo quase desaparecendo
por que eu não sou total escuridão
mas eu temo que ela se apague...
Eu sempre caminho contra o vento
e agora eu parei no meio caminho
por que eu sempre tenho que decidir o que será melhor
recheada de sentimentos negativos
não há uma maneira de me sentir melhor
por que tudo não é bom para ninguém.
E eu não sei onde devo ficar, por que nenhum lugar
parece ser feito para mim.

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